Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

15 Setembro 2009

Malaposta na História

Modelo português da Malaposta de 1854
A descrição inserida no título do blog é necessariamente resumida.
Malaposta será, em rigor, uma palavra composta ou hifenizada: Mala-Posta. Mas, como acontece com muitas outras palavras (quem não se lembra, por exemplo, de cincoenta que passou a cinquenta e quatorze a catorze), a Mala-Posta "modernizou-se" e passou a ser Malaposta. Quem circula pela IC2/N1 no sentido norte-sul, 200 metros antes de entrar para o parque automóvel do restaurante "Pompeu dos Frangos", muito perto da primeira (onde se situa o "Pedro dos Leitões") das dez polémicas rotundas seguidas da Mealhada, existe um marco sinalizador de localidade, onde se lê: Malaposta. Assim, sem hífen. É evidente que, no sentido sul-norte e à mesma distância do "Pompeu", num cruzamento semaforizado, lá se encontra idêntica placa.
O Pompeu dos Frangos ocupou, há mais de 44 anos, as instalações que foram uma importante estação da Malaposta, adaptando-as a restaurante. Parte do grande edifício, na entrada e nos anexos do parque, ainda é possível descortinar sinais de antiguidade. Nas paredes encontram-se vários paineis em azulejo, com gravuras das diligências, cenas da lavagem dos cavalos, os passageiros e suas bagagens, as malas do correio e, numa das gravuras, a descrição mais sucinta (em letra da época, floreada): A Jornada, A Ceia, A Muda, A Pernoita. Possuo mais material que me foi disponibilizado pelo actual proprietário do Pompeu dos Frangos, Carlos Aires (desde há 44 anos, tendo sucedido a seu pai), material esse que, com outro recolhido da Internet, servirá para ir alternando a descrição do blog.
Já me dei ao trabalho de consultar a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, cuja descrição é muita extensa mas também complexa, no sentido em que "diz-se que diz-se", nomeadamente quanto a datas. Por outro lado, não faltarão publicações históricas sobre o primeiro "veículo" que conseguiu a proeza de ligar Lisboa ao Porto. Entretanto, por mero acaso (e já não estou seguro de ter sido a partir do Letras Com Garfos) encontrei um post intitulado A Chegada da Malaposta (ao Porto), posted by Joaquim, titular do blog Debaixo da Ponte. Tal post insere uma reconstituição a óleo dum modelo português da Malaposta de 1798 e uma peça histórica, "A Chegada da Malaposta" por José Manuel Lopes Cordeiro, datada de Domingo, 10 de Outubro de 1999. Haverá outras versões, as datas não são rigorosas (foram os romanos que começaram a construir a estrada, a Malaposta ia acompanhando o ritmo, houve paragens na obra, só de Lisboa a Coimbra demorou 9 anos, mais 6 até chegar ao Porto e os assaltos à mão armada sucediam-se, pelo Guedelhas, Zé Pequeno, João Brandão, Zé do Telhado e outros, de tal modo que os passageiros mais previdentes não enfrentavam a viagem sem deixarem testamento!...)
A imagem supra corresponde ao modelo português da Malaposta de 1854. Possuo em arquivo modelos das Malapostas francesas, belgas e inglesas - mas não são aqui chamadas, não só porque não querem entrar juntamente com as portuguesas, mas, essencialmente, porque o que nos interessa é a nossa Malaposta!

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14 Setembro 2009

Black Viper


Neste post de "despedida" para férias prometi falar do Black Viper. De que se trata, ou tratou? Apenas do melhor site técnico que conheci.
O seu autor é jovem. Pouco mais de trinta. A sua "divisa" era: "No banners, no pop up's, just pure BV!".
A única fonte de sobrevivência estaria em "Consider a donation". Em Outubro faz dois anos que possuo computador. As coisas mais difíceis e complicadas aprendi-as no BV. De tal modo que me senti na "obrigação" de clicar em "Consider a donation".
O BV era solicitado por milhares, via email. Não podia responder personalizadamente (só o fazia a agradecer os donativos, claro). A partir das questões que lhe eram colocadas elaborava tutoriais e guias.
O BV trabalhava sozinho. Sabia tanto que, em relação a determinadas matérias que, de tão técnicas não interessavam aos seus visitantes, dizia "bom, não vou adiantar mais, a Microsoft que resolva, eu até nem sou empregado deles".
O aviso de "domínio" em construção que o site ostenta há já algum tempo pode indiciar algo como: expandir a dimensão do site, eventualmente com o desaparecimento do "just pure BV"; ter sido chamado pela Microsoft. O "domínio" não surge, mantenho o BV bookmarked desde que foi descoberto (através de revistas de informática, todas com os maiores elogios ao BV), mas estou a estranhar o atraso.
Algumas das coisas que aprendi no site BV:
. Desactivar serviços que, por defeito, vêm activados no Windows. Tenho 25 serviços desactivados!;
. Regras para mensagens;
. Desinstalar e reinstalar o Windows. O guia, ilustrado com fotos reais passo a passo, sugere na parte mais longa: "Watch the progress bar as Setup formats the partition, or get up and get a soda. It may take awhile!". De facto, trata-se do início da formatação de nova partição que, dos 0 aos 100%, demora "apenas" 50 minutos!
E assim fica cumprida a promessa sobre o Black Viper, necessariamente apenas com uma pequena amostragem do conteúdo do site.

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12 Setembro 2009

Red Bull Air Race

Simulador de voo é "brinde" escondido do Google Earth


As funções do Google Earth permitiam levar qualquer pessoa a qualquer parte do mundo apenas com um clique, no entanto, este programa vai mais longe e permite aos utilizadores imitar as acrobacias dos pilotos da Red Bull Air Force.


Apesar de não rivalizar com o célebre Flight Simulator da Microsoft, este era um dos segredos mais bem guardados da última versão do programa de mapeamento global do Google.Red Bul - Rio Douro - Porto Mas, o "brinde" escondido foi finalmente descoberto.

Contudo, para activar o modo de simulação de voo é necessário ter a versão 4.2 do Google Earth.

Depois de abrir o programa, deve carregar-se nas teclas Ctrl+Alt+A para que apareça uma janela, na qual poderá seleccionar um dos dois aviões disponíveis (F16 e SR22) e até mesmo o aeroporto do qual pretende partir.

Por fim, deve tomar nota dos atalhos do teclado para conseguir divertir-se mais e obter bons voos.


Fonte: Cibéria

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07 Setembro 2009

Quem não tem cão...


... caça com gato. Eu tive o Farrusco. Fazia parte do pelotão que comandava em Angola. Eu gostava dele, ele gostava muito mais de mim. Simplesmente porque eu era um vulgar militar-instrumento de Salazar em terra alheia. A terra do Farrusco, um cão livre nascido em Zala! Mas gostava de mim porque nada sabia de política, de Salazar e da colonização da sua terra. Um animal que honrava a sua raça e dava lições a animais de outras raças.
O Farrusco acompanhava-me sempre. Ao princípio, com o medo dos tiros e das minas, fugia para o aquartelamento. Mas, à medida que ia crescendo e com o meu completo apoio e carinho, foi-se adaptando à balbúrdia da guerra. Uma coisa nunca deixou de fazer: ao primeiro tiro metia-se logo debaixo de mim. Eu tratava logo de protegê-lo. Preocupava-me mais com ele do que comigo próprio. Chegou a dormir a meu lado 15 noites seguidas no chão da mata.
Até que... 14 meses decorridos no inferno dos Dembos, iniciámos uma viagem de vários dias e milhares de Kms. em direção ao inferno do Leste, Huambo, Luso, Saurimo, Cazombo, Lombala. O Farrusco não chegou ao fim. A meio da coluna motorizada conduzia eu um Unimog (ilegalmente - os condutores sempre aceitam os caprichos dos superiores) pelas perigosas picadas da maior parte do trajecto, quando me chega a informação via rádio-telegrafista de que o Farrusco fôra atropelado por outro Unimog bastante mais à frente junto à cabeça da coluna (o Farrusco, com a irreverência da sua juventude, corria a grande velocidade entre a cauda e a cabeça da coluna, saltando para o meu Unimog como que a dizer-me que andava a verificar se tudo ia bem). Morreu. Apeteceu-me chorar. Andei algum tempo triste e acabrunhado. Revejo o Farrusco nas fotos do pelotão e nas fotos a dois, o Farrusco e eu. E nos sonhos. Porque, decorridos 38 anos, por vezes ainda sonho com a guerra, com o medo, com o Farrusco.
Bom... passemos agora ao objectivo deste post: Uma hipótese seria esta:[ _ _ ]. Um dia hei-de falar sobre isso, mas neste caso acho melhor dizer o seguinte:
Согласно заведенному порядку, я оставляю здесь свое сообщение. Но делаюэто в несколько отличающейся манере, как принято в таких случаях. (Никогданельзя быть уверенным, что не являешься объектом слежки!). .Отличие выбранного способа заключается в использовании языка, не доступногобольшинству, хотя для многих не существует понятие "невозможно"... уостальных всегда есть шанс воспользоваться функцией перевода Google!
Итак, собственно, сообщение:
Я уезжаю, но скоро вернусь. В смысле, не так уж и скоро.
Вообщем,своевременно оповещу о своем возвращении. Это сообщение аналогично Rui Branco, и совершенно не похоже на Guida, каждому присущ собсвенный стиль.

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Álvaro Cunhal visto lá fora


Via Bicho Carpinteiro, Álvaro Cunhal visto pela imprensa internacional. Aquilo que alguns portugueses não disseram, disseram mal ou disseram a mais...
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International Herald Tribune [os meus highlights]:
Álvaro Cunhal, who led Portugal's Communist Party for half a century and became a national hero after the overthrow of the country's dictatorship, died on Monday at the age of 91...
Cunhal spent nearly 35 years underground or in prison for his role in building the Communists into the only well-organized opposition to the dictatorship of Antonio Salazar and then Marcelo Caetano, which ended in a bloodless army coup in 1974.
Reuters [os meus highlights]:
Cunhal was "a man of true uprightness, a selfless militant of the Communist Party and a great opponent of fascism who has to be admired," former President Mario Soares, Cunhal's rival for power after the 1974 "carnation revolution", told TSF radio.
Guardian [os meus highlights]:
Alvaro Cunhal, who led Portugal's Communist Party for half a century and became a national hero after the overthrow of the country's dictatorship...
Cunhal spent nearly 35 years underground or in jail for his role in building the Communists into the only well-organized opposition to the dictatorship of Antonio Salazar and then Marcelo Caetano, which ended in a bloodless 1974 army coup known as the Revolution of Carnations.
President Jorge Sampaio called Cunhal "a great man whose life is connected with the history of the 20th century. He has his place among us in the fight against the authoritarian regime, in the revolution and the consolidation of Portuguese democracy"
Bloomberg [os meus highlights]:
A leader of the underground resistance to the dictatorship of Antonio de Oliveira Salazar, who ruled Portugal for almost half a century, Cunhal spent 11 years in prison before escaping and fleeing the country in 1960...
While in prison for his political activity, he was taken from jail so he could defend his dissertation before a jury of professors. The jury, which approved the dissertation calling for legalization of abortion, included Marcelo Caetano, who went on to become prime minister in the final years of the dictatorship.
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Just to ratify: Álvaro Cunhal

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Loreena McKennitt



"Loreena" é o título dum post publicado no des-encantos . Faz referência às "tracks" "Tango To Evora", "Greensleeves", "The Lady of Shalott" e... "Tango To Evora" para... repetir.
É uma sensação que cria "pele de galinha" clicar nos links contidos no post e ver surgir o WMP com a informação "Playing 128 Kbits/second", "Song:tangotoevora", apesar de ser uma "sample" de 51 segundos (a faixa completa dura 4:03).
O livreto (ou booklet para ser fiel à Loreena), descreve as fotografias nele inseridas que remontam ao século XVI, e ela própria informa que esteve em Portugal (com a sua fiel harpa) durante uma semana.
As referidas faixas fazem parte do álbum de 1991, "The Visit". Gostei tanto que logo que soube do álbum "the mask and mirror", de 1994, passou a fazer companhia ao primeiro, o qual nos "toca" mais intimamente justamente pelos motivos que des-encantos aponta.
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Nota: Andei para trás reletivamente ao post a seguir a este, mas mantenho o que nele disse quanto a imagens.
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Foguetes do S. João para mais um post do meu filho. E é a doer!

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Blogs regionais


Coruche: a vila, o Sorraia, a Campina e a Charneca na linha do horizonte.
Atente-se neste meu post: link. Já lá vão quase três meses! O blog Barbos e Bordalos gentilmente interveio numa questão de "pudim": aqui. Blog regional, assinado por JCP.O "pudim" passou a aparecer em tudo quanto é motor de busca!
Por motivos que hei-de explicar, "recuperei" agora o Barbos e Bordalos. Pode-se verificar que o JCP é J. Costa Pereira, ou, mais completo "noutro sítio do blog", João Costa Pereira.
E a "recuperação" do Barbos e Bordalos, blog regional, merece visibilidade nacional. Senão vejamos (sem ser exaustivo):
Posts de Março 2005: Post1 , Post2, Post3, Post4, Post5, Post6, Post7.
Posts de Abril 2005: Post1, Post2, Post3, Post4 (o tal do pudim).
Posts de Maio 2005: Post1, Post2, Post3, Post4 (o post1 está repetido com o post 4 de Abril)
Posts de Junho 2005: Post1, Post2 (parte 1)
Posts de Junho 2005: Post3, Post4 (parte 2)
Posts de Junho 2005: Post5, Post6 (parte 3)
Posts de Julho 2005: Post1
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O blog Barbos e Bordalos, um blog regional, tem, para o meu gosto, substância a nível nacional, tendo ainda o grande mérito de, com as denúncias de situações anómalas, ter obtido resultados de quando em vez - e isso é um apreciável serviço que o "antigo" JCP vem prestando em benefício da sua região.
Pode ser que a gente se encontre regularmente, porque, afinal, o "pudim" por si só não satisfaz o estômago!

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Vasco Gonçalves


Por motivos que não consigo explicar, não me referi ao falecimento do "companheiro Vasco". E, por razões particulares, familiares e de amizades, que naturalmente não interessa explicitar, deveria tê-lo feito.
Neste momento vejo uma maneira expedita de deixar um registo no meu blog: copiar para aqui um post cujo texto eu assinaria por baixo. Esse texto está no Vemos, Ouvimos e Lemos, assinado como sempre por Margarida Alves:
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Directo, convicto, frontal. Revolucionário e idealista. Tentou o impossível. Bem e mal amado. Controverso. Cortaram-lhe o passo decidido. Benéfico ou nefasto para a democracia? Assunto para longas dissertações. Certo é que, mesmo com toda a insegurança do “verão quente” de 1975, ele foi e será sempre o “Companheiro Vasco”.
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Nota: Embora inserindo uma opinião com dois sentidos opostos, mais três opiniões cujas mensagens são obscuras (não entendíveis) vou aqui inserir o link permanente do post da Guida Alves por causa da excelente fotografia do Vasco Gonçalves.
-Esta nota foi aqui inserida porque ao tempo eu não sabia fazer o download de imagens. Seja como for, a referida nota é aqui mantida.

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06 Setembro 2009

António Variações


Desde 1989 e 1997 possuo na prateleira de música favorita os CD's "Dar e Receber" e "O Melhor de...", respectivamente, de António Variações.
20 anos depois da sua morte (se fosse vivo andaria pela minha idade), parece que estou a vê-lo na TV (onde o "conheci"), com o seu visual esotérico e extravagante para a época. Mas o visual era relegado para segundo plano face à classe superior do artista com as suas canções que não perderam actualidade, continuando a ser ouvidas com respeito e até saudade.
Desencantos publicou já em 12.04.2005 o post "As rugas de Variações" que fala sobre a obra de Variações e sobre a banda "Os Humanos" que recupera canções do artista nunca editadas.

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António Variações

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05 Setembro 2009

Álvaro Cunhal


Acabei de visitar todos os amigos constantes da minha blogroll, excepto três ou quatro que também nela figuram apenas para ver o que acontece...
O post mais recente em praticamente todos eles tem como tema o desaparecimento de Álvaro Cunhal.
Alguns inserem uma fotografia de Álvaro Cunhal com títulos de post respeitosos e mesmo de pena, tristeza e que até sugerem admiração. Nada a criticar, antes pelo contrário. É preferível isso do que escrever muito e dizer asneiras...
Outros começam por elogios, mais elogios, admiração, mais admiração... mas na parte final logo se dá conta que tais elogios são artificiais, acabando por borrar a escrita com o estereotipado slogan tipo K7, o medo de "comer criancinhas" e outros medos que já passaram de moda e sem fundamento. Esquecem que já lá vão 30 anos.
Os posts que vou realçar em primeiro lugar são um e dois do Vale a Pena Lutar! Para aqueles que acham que "esse é suspeito", aqui fica o post do Tugir, bem equilibrado e isento, sem demagogias balofas. Por fim não posso deixar de referir o post da Guida no Vemos, Ouvimos e Lemos, curto mas conciso e pacífico, bem como a declaração do Presidente da República. E ainda, via Barnabé, um texto de Jorge Amado.
Dos blogs não linkados este tem também aqui lugar por mérito próprio: post de Vital Moreira no Causa Nossa.
Termino assim: o maior flagelo português da história recente foi a ditadura de Salazar/Caetano. Foram 40 negros anos cujas marcas ainda perduram. Quem foi o maior e mais longo lutador, o mais eficaz e o que mais sofreu na pele contra tal flagelo?

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04 Setembro 2009

As manchas negras da ONU

O que acabei de ler no post mais recente ("A Comissão de Direitos Humanos da ONU") do blog Rua da Judiaria não me "apanha" completamente leigo sobre o que é revelado. Digamos que a minha análise das coisas se baseava nas entrelinhas quer de declarações avulsas quer das expressões faciais dos seus autores, nomeadamente Bush e Kofi Annan.
O referido post, que não é extenso, contem todavia 4 links que, uma vez abertos e lidos, me deixaram revoltado e entristecido "com o mundo". Leiam o que é dito sobre os "direitos humanos". Dá que pensar. Especial atenção dediquei a Roger L. Simon, com o post "Special Report #1 - Oil-for-Food Investigation". O relato, com o pormenor até agora desconhecido para mim, expondo as zonas cinzentas de Kofi Annan e seu filho Kojo sobre as manchas negras do contrato de inspecção de Oil-for-Food, dizem bem da desonestidade enraizada em gente que seria suposto não existir.
Merda para isto!
Leiam tudo no Rua da Judiaria.
Os 4 links: 1 2 3 4

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