Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

11 junho 2007

Violência sobre as mulheres


Vítimas de violência em Portugal continuam a ser essencialmente mulheres.


Na semana em que se celebrou o Dia Internacional da Mulher, o jornal Dica da Semana foi até à Associação Portuguese de Apoio à Vítima (APAV), para tentar perceber se em Portugal as mulheres continuam, ou não, a ser as principais vítimas dos mais variados crimes. Constatámos que sim. De acordo com as "estatísticas - Totais Nacionais 2006", divulgadas recentemente pela APAV, no que diz respeito ao género, o contraste entre a vítima e o autor do crime é notório, tendo em conta que dos 6.772 processos de apoio a vítimas de crimes registados pela APAV em 2006, 88% diziam respeito a vítimas do sexo feminino, sendo que em quase 90% dos casos o autor do crime era do género masculino.

"Tendo em conta as estatísticas e a experiência da própria APAV, nós movemo-nos de facto num universo em que a violência sobre as mulheres predomina, sendo que em relação às vítimas que nos procuram, cerca de 85 a 90% são vítimas de violência doméstica", afirmou Frederico Marques, Assessor Técnico da APAV. Se olharmos novamente para os números, constatamos que em 2006 os crimes de violência doméstica, à semelhança da tendência dos últimos anos, registaram um total de 86% dos casos, sendo que dentro desta categoria o destaque é dado aos maus tratos físicos e psíquicos (55%).

Importa salientar que a APAV é uma instituição de carácter particular de solidariedade social, fundada em 1990, que tem como objectivo proteger e apoiar não só as vítimas de crimes, como também os seus familiares e amigos. Para tal, tem actualmente ao dispor de quem a ela recorre, 14 gabinetes de apoio às vítimas, duas casas de abrigo para mulheres e crianças de vítimas de violencia e uma Unidade de Apoio à Vítima Imigrante e de Discriminação Racial ou Étnica (UAVIDRE).

Frederico Marques destaca que "cada caso é um caso", ou seja, em relação à violência doméstica, "há mulheres que têm mais facilidade em procurar ajuda o mais rapidamente possível e há outras que demoram anos até se consciencializarem da necessidade de romperem com a situação".

Quando a vítima se dirige à APAV, a primeira coisa a fazer é tentar perceber se aquele caso justifica uma intervenção na crise, ou seja, se é "urgente retirar imediatamente a mulher de casa e colocá-la numa casa de abrigo", uma situação que se revelou necessária em cerca de 25% das situações sinalizadas em 2006". Geograficamente, os resultados de 2006 seguem a tendência dos anos anteriores, apresentando as grandes áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto como os principais focos de procura dos serviços APAV, sendo que a faixa etária prevalecente das vítimas se encontra entre os 26 e os 45 anos (32,7%), enquanto que os autores do crime têm, maioritariamente, idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos de idade (35%).

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2 Comments:

At 11 junho, 2007 21:09, Blogger RB said...

Triste país o nosso...

 
At 12 junho, 2007 10:45, Blogger Diogo said...

Muita mulher continua ainda no fundo da cadeia alimentar. Ainda faltam uns passos à «civilização».

 

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