Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

19 abril 2015

A que horas acordar?

Breakfast in bed
Depois das seis horas da manhã!

Uma especialista em medicina do sono defendeu recentemente que se deve acordar sempre depois das seis horas da manhã, considerando que quem acorda muito cedo tem mais probabilidades de ter um acidente de viação ou de várias doenças. "O problema não é só o número de horas que se dorme, mas também as horas a que se acorda", disse à Agência Lusa Teresa Paiva, neurologista e especialista em medicina do sono, defendendo que "as pessoas não devem acordar antes das seis da manhã".

De acordo com a neurologista, não se deve acordar às quatro horas da manhã para ir trabalhar, pois a esta hora as pessoas "acordam fora do dia solar". "As pessoas que acordam muito cedo têm problemas ou vão ter problemas" e correm vários riscos, como acidentes de viação, insónias, consumo de medicamentos para dormir e doenças como obesidade, hipertensão e diabetes, salientou.

A especialista referiu ainda que já realizou um estudo com camionistas, que mostrava que aqueles que acordavam antes das seis da manhã tinham "muito mais sonolência diurna e mais problemas de sono". De referir que os picos dos acidentes nas estradas ocorrem durante a madrugada, por volta das quatro horas da manhã, quando há "um mínimo de visibilidade e maior propensão para fazer erros". Por outro lado, dormir menos não significa aproveitar mais e melhor os dias, mas sim ter um raciocínio mais lento e correr um maior risco de vir a sofrer de obesidade, hipertensão, diabetes e depressão, uma ameaça para cerca de um terço dos portugueses.

Actualmente não são só os adultos com falta de sono, mas também as crianças e os adolescentes portugueses estão a dormir cada vez menos, disse à Agência Lusa Teresa Paiva. A maior parte das pessoas necessita de dormir entre sete a oito horas por dia, mas esta regra apenas se aplica aos adultos, pois uma criança entre os 10 e os 12 anos deve dormir 10 horas, enquanto que os mais pequenos, entre os três e os quatro anos, devem dormir entre 12 a 14 horas, de acordo com Teresa Paiva. "Actualmente, o que se está a fazer às crianças é pura e simplesmente uma violência ao porem as crianças a dormir sete a oito horas, como os adultos", salientou a especialista, manifestando-se preocupada e assustada com o futuro. Teresa Paiva alertou ainda para o facto de as crianças que dormem menos na infância virem a ter problemas de ansiedade quando forem adultos.

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13 janeiro 2014

Bacalhau na dieta


Bacalhau ajuda na dieta e no combate ao cancro.

Freguês, não quer uma punheta de bacalhau?...As dietas com base em peixe, sobretudo bacalhau, são essenciais em programas de emagrecimento e aumentam o potencial anti-oxidante do sangue reforçando as vantagens anticancerígenas, de acordo com o que revela um estudo europeu recentemente apresentado e que contou com a participação de Portugal. A presença benéfica dos ácidos gordos ómega 3 no peixe e no marisco já tinha sido demonstrada por pesquisas anteriores, mas os investigadores descobriram também que o peixe branco pode ter um efeito anti-inflamatório importante na prevenção do cancro do cólon e do intestino, que são muito comuns nas populações europeias.

"Onde o consumo de peixe é maior, a incidência do cancro do cólon é menor", sublinhou o coordenador do projecto Seafood Plus Torger Borresen. Este é um dos 12 projectos de pesquisa europeus relacionados com segurança e qualidade alimentar, cujos resultados foram recentemente apresentados em Bruxelas, no âmbito de um programa europeu (FP6).

Refira-se que o Seafood Plus é um projecto integrado de larga escala que visa estudar a produção, comercialização e consumo de pescado e os seus efeitos na saúde, que contou com a participação de instituições de 17 países europeus, entre os quais o Instituto Nacional de Agricultura e Pescas (IPIMAR).

As primeiras conclusões confirmam os benefícios do peixe para a saúde, mas mostram também que este alimento é importante para perder peso. Os cientistas testaram a utilização de uma dieta com base em peixe e detectaram uma perda média de peso de 6,5 quilos nos homens e 4,2 quilos nas mulheres.

in Dica Eram prá i sete e pico, oito e coisa, nove e tal!...

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03 setembro 2007

A etapa queimada

Notícias Magazine.

No interessante "fresco" que António Barreto pintou sobre nós e que foi apresentado na RTP1, o investigador proferiu uma frase que me deixou em baixo: disse qualquer coisa como "a maioria dos portugueses nasceu depois da década de sessenta". Não tendo qualquer motivo para duvidar da afirmação, restou-me engolir em seco e aceitar o veredicto: faço parte já da minoria dos mais velhos! Contra factos não há argumentos... Não dá para deprimir, mas não deixa de constituir um lembrete para quem como eu tem andado distraído acerca do assunto...
O que verdadeiramente dá que pensar é a particularidade de a minha geração, ao contrário do que sempre acontecera até aí, não ter tido o direito a viver, para o bem e para o mal, a condição de "pessoa madura". Passámos de jovens a velhos... O próprio documento de António Barreto dá indirectamente conta do fenómeno, ao acentuar tão bem as acelerações bruscas que o tempo sofreu em alguns momentos das últimas décadas neste país. E se realço "neste país" tal deve-se ao facto de que, como alguém já afirmou, existe uma geografia do tempo: em boa verdade, a história não corre à mesma velocidade em todos os pontos do planeta: se todos os dias fosse emitido um boletim da metereologia social, dar-se-ia conta do facto com a maior das facilidades.
Aquilo que no resto da Europa foi acontecendo no decurso de décadas após a Guerra, sucedeu em Portugal em meia dúzia de anos. Após a aceleração de Abril aqueles da minha idade que tinham vivido a infância e a adolescência a um ritmo fouxo, foram obrigados subitamente a acelerar a passada para essa coisa a que se chama "idade adulta". Paradoxalmente, quem já era "adulto" não aceitou que adquiríssemos esse estatuto com tanta brevidade, como sempre sucede aliás em todas as gerações: reza a tradição que para esse efeito o que conta é o que está escrito no Bilhete de Identidade... Quando finalmente tudo parecia conjugar-se para que fôssemos integrados na comunidade daqueles cuja voz é ouvida como sendo da ponderação, levámos nova sacudidela, dada agora pelas novas tecnologias, pela globalização e pelo endeusamento da novidade. Vai daí, antes de tempo, fomos sendo passados para a categoria dos fora do prazo, dos precocemente envelhecidos. Resultado: não nos é dado tempo para estarmos na "meia idade".
Cá por mim, recuso-me! Bem sei que sou anterior ao aparecimento da televisão em Portugal, que me lembro da chegada à Lua; é um facto que ouvi pela primeira vez o She Loves You, dos Beatles, ainda antes da puberdade e que pelos microfones da Emissora Nacional fui informado de que Salazar tinha um diferendo com a cadeira (Nota: já nessa altura os primeiros-ministros tinham problemas com algumas cadeiras...).
Mas isso não faz de mim um velho! Ainda não mereço tal estatuto! Ou faz? Pelo menos pertenço à tal minoria... Snif!

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20 agosto 2007

Problemas de fertilidade

Novo site ajuda casais com problemas de fertilidade
Novo site ajuda casais com problemas de fertilidade

Com o objectivo de divulgar conhecimentos científicos e de dar respostas às dúvidas dos casais em tratamento, a clínica Espaço Fertilidade acaba de lançar o seu sítio na Internet. Se tivermos em conta que em Portugal se estimam que existem cerca de 500 mil casais que sofrem de infertilidade e que surgem anualmente 10 mil novos casos, este poderá tornar-se um site de utilidade pública, ao divulgar a patologia e apoiar os casais que sofrem deste problema. O site, para além de apresentar os serviços e tratamentos existentes na clínica, dá a conhecer as investigações que vão decorrendo ao nível internacional. Na secção "Ajuda" é ainda possível colocar questões que são respondidas por uma equipa de especialistas. O Espaço Fertilidade (http://www.espacofertilidade.pt) Espaço Fertilidade organiza também sessões mensais de divulgação e esclarecimento sobre esterilidade, técnicas de procriação medicamente assitida e outros temas relacionados com a saúde da mulher, destinadas aos casais já envolvidos ou em vias de realizar este tipo de tratamentos. A finalidade é alargar a acção pedagógica do site, possibilitando um contacto directo com eventuais interessados em dabater e aprofundar os temas da fertilidade e da reprodução humana.

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04 julho 2007

Pessoas magras/gordas

Pessoas magras podem ser gordas por dentro.

Ugrupo de investigadores alertou recentemente que pessoas magras, com um peso dentro dos parâmetros normais, podem ser gordas por dentro devido à gordura que armazenam em redor dor orgãos vitais, tais como o coração, o pâncreas ou o fígado. "Ser magro não significa automaticamente que não se é gordo", indicou Jimmy Bell, professor de imagiologia molecular no Imperial College em Londres que, desde 1994, examinou juntamente com a sua equipa perto de 800 pessoas através de ressonâncias magnéticas de forma a descobrir onde armazenam a sua gordura.Magricela! De acordo com os dados recolhidos, as pessoas que mantêm o seu peso através de dieta em vez de exercício parecem ter maiores depósitos de gordura interna, mesmo que outrora tenham sido magros.
Esta gordura interna que circunda os órgãos vitais pode ser tão perigosa quanto a gordura externa que se aloja por baixo da pele, consideraram os investigadores. "Todo o conceito de ser magro necessita de ser redefinido", disse Bell considerando que, sem um claro sinal de alarme, as pessoas estão falsamente sossegadas ao pensarem que por não terem excesso de peso são saudáveis. "Só porque são magros, isso não os torna imunes à diabetes, nem a outros factores de risco para doenças cardíacas", indicou Louis Teichholz, chefe de cardiologia no Hackensack Hospital em Nova Jersey.
Obeso e muito!...Segundo a equipa de Bell, 45 por cento das mulheres examinadas que tinham indicadores normais de massa corporal têm na realidade níveis excessivos de gordura interna. Em relação aos homens, a percentagem de homens com excesso de gordura num corpo com indicadores normais ronda os 60 por cento. Bell indicou ainda que foram encontradas pessoas "magras por fora e gordas por dentro", de que são exemplo alguns modelos profissionais. De acordo com o investigador, pessoas que têm gordura armazenada internamente estão no limiar de serem obesas. São pessoas que comem alimentos muito gordurosos e açucarados e fazem pouco exercício, mas que não comem o sufuciente para serem obesas.
Os médicos teorizam também que a gordura interna desfaz os sistemas de comunicação corporais, pois ao alojar-se em redor dor órghãos internos, pode enviar ao corpo errados sinais químicos para armazenar a gordura em órgãos como o pâncreas ou o fígado. Em última análise, isto pode conduzir à resistência à insulina, diabetes ou doenças cardíacas. Porém e de acordo com Steven Blair, perito em obesidade, "pessoas com peso normal que são dedentárias apresentam um maior risco de mortalidade do que pessoas obesas que são activas". A boa notícia é que a gordura interna pode ser facilmente queimada através de exercício ou de uma dieta equilibrada.O autor deste blog em mergulho mortal!
Resumindo: Uma das coisas importantes que devem ser feitas para evitar problemas é o exercício físico. Sigam o meu exemplo. Há oito anos que ando na natação. Como podem ver na imagem ao lado, eu sou o primeiro a contar da esquerda (tendo a tombar para esse lado!!!...), em mergulho mortal (!!!...). Além disso, ando muito a pé! Seja nas ruas seja nos pinhais que tenham "picadas" (ficou-me o jeito do tempo em que estive em Angola!!!). Mas sugiro cuidado se andarem pelas "picadas" dos pinhais. Eu, por exemplo, ao encontrar inesperadamente uma vala tive que dar um salto quase partindo um pé!...
Sim, pois!... Também faço hidroginástica, nos dez minutos finais de cada sessão de natação!!!

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11 junho 2007

Violência sobre as mulheres


Vítimas de violência em Portugal continuam a ser essencialmente mulheres.


Na semana em que se celebrou o Dia Internacional da Mulher, o jornal Dica da Semana foi até à Associação Portuguese de Apoio à Vítima (APAV), para tentar perceber se em Portugal as mulheres continuam, ou não, a ser as principais vítimas dos mais variados crimes. Constatámos que sim. De acordo com as "estatísticas - Totais Nacionais 2006", divulgadas recentemente pela APAV, no que diz respeito ao género, o contraste entre a vítima e o autor do crime é notório, tendo em conta que dos 6.772 processos de apoio a vítimas de crimes registados pela APAV em 2006, 88% diziam respeito a vítimas do sexo feminino, sendo que em quase 90% dos casos o autor do crime era do género masculino.

"Tendo em conta as estatísticas e a experiência da própria APAV, nós movemo-nos de facto num universo em que a violência sobre as mulheres predomina, sendo que em relação às vítimas que nos procuram, cerca de 85 a 90% são vítimas de violência doméstica", afirmou Frederico Marques, Assessor Técnico da APAV. Se olharmos novamente para os números, constatamos que em 2006 os crimes de violência doméstica, à semelhança da tendência dos últimos anos, registaram um total de 86% dos casos, sendo que dentro desta categoria o destaque é dado aos maus tratos físicos e psíquicos (55%).

Importa salientar que a APAV é uma instituição de carácter particular de solidariedade social, fundada em 1990, que tem como objectivo proteger e apoiar não só as vítimas de crimes, como também os seus familiares e amigos. Para tal, tem actualmente ao dispor de quem a ela recorre, 14 gabinetes de apoio às vítimas, duas casas de abrigo para mulheres e crianças de vítimas de violencia e uma Unidade de Apoio à Vítima Imigrante e de Discriminação Racial ou Étnica (UAVIDRE).

Frederico Marques destaca que "cada caso é um caso", ou seja, em relação à violência doméstica, "há mulheres que têm mais facilidade em procurar ajuda o mais rapidamente possível e há outras que demoram anos até se consciencializarem da necessidade de romperem com a situação".

Quando a vítima se dirige à APAV, a primeira coisa a fazer é tentar perceber se aquele caso justifica uma intervenção na crise, ou seja, se é "urgente retirar imediatamente a mulher de casa e colocá-la numa casa de abrigo", uma situação que se revelou necessária em cerca de 25% das situações sinalizadas em 2006". Geograficamente, os resultados de 2006 seguem a tendência dos anos anteriores, apresentando as grandes áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto como os principais focos de procura dos serviços APAV, sendo que a faixa etária prevalecente das vítimas se encontra entre os 26 e os 45 anos (32,7%), enquanto que os autores do crime têm, maioritariamente, idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos de idade (35%).

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31 maio 2007

Computador ou cônjuge?

Maioria dos norte-americanos dá mais atenção ao computador do que ao cônjuge


Mais de metade dos norte-americanos despendem mais tempo com os seus computadores pessoais do que com o seu cônjuge, uma conclusão que resulta de um estudo levado a cabo nos Estados Unidos da América pela Kelton Research. Os resultados apurados revelam que 65 por cento dos norte-americanos passam mais tempo com o computador doméstico do que com o respectivo marido ou mulher.
Sai daí e anda mas é para a cama. Não vês que estou a precisar?...No entanto, os que preferem manter o computador como parceiro não parecem estar muito satisfeitos com a companhia. É que, no universo dos inquiridos, 84 por cento afirmaram ser mais dependentes dos seus computadores do que dos seus companheiros e, em média, terão gasto cerca de 12 horas por mês a resolver oito problemas provocados pelo PC.
A maioria dos entrevistados (52 por cento) descreve o seu mais recente problema com o seu computador como um momento de raiva, tristeza ou distanciamento, que correspondem afinal a sentimentos comuns aos momentos menos bons de qualquer relação.

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23 maio 2007

População do país


Algarve contraria tendência de diminuição do crescimento da população do país

Praia de Vila Moura e Marinotel.O Algarve foi a única região portuguesa a contrariar a tendência de menor crescimento populacional e de maior envelhecimento em 2005, segundo dados de um boletim do Instituto Nacional de Estatísta (INE) publicado recentemente.

O Anuário Estatístico Regional do INE referente a 2005 conclui que ao nível nacional, a população, estimada em 10.569.600 indivíduos, aumentou menos 0,14 por cento do que no ano anterior, em que já tinha havido uma diminuição de crescimento.

De todas as regiões portuguesas, o Algarve registou o crescimento mais significativo, aumentando a sua população em 1,3 por cento, enquanto, em contraste, o Alentejo foi a província que menos cresceu, com apenas 0,2 por cento.

Os dados do INE apontam também para o "acentuar do envelhecimento da população", visto que em 2005 havia 110 idosos para cada cem jovens, contra os 109 registados em 2004.

A densidade populacional aumentou mais nos municípios do litoral, tais como Odivelas, Seixal, Sintra, Oeiras e Cascais, na área metropolitana de Lisboa e nos concelhos da Maia, de Valongo e de Vila Nova de Gaia, na área metropolitana do Porto. No entanto, os municípios de Lisboa e Porto registaram uma diminuição da densidade populacional, tal como outros concelhos nas suas órbitas, entre os quais Amadora, Barreiro e Espinho.

in Dica.

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16 maio 2007

Marta Crawford

Relações sexuais durante 50 anos dão dez horas de orgasmos.

Uma pessoa que mantenha uma actividade sexual durante 50 anos tem dez horas de orgasmos, revela o livro Sexo sem Tabus. Esta obra, escrita pela psicóloga Marta Crawford, popularizada por ter apresentado o programa da TVI AB... Sexo, desvenda mistérios, partilha curiosidades e esclarece dúvidas relacionadas com o sexo. Na questão do orgasmo, Marta Crawford fez as contas com base no tempo médio que dura um orgasmo: 10 segundos. A especialista refere que quem se masturba assiduamente poderá contar com mais algumas horas (20 ou 30) de orgasmo. Outra curiosidade revelada é que cerca de 25% dos pénis pendem para um dos lados quando estão erectos, o que "não é problema nenhum".

Did you know?!!! Hummm!...in Destak
What?!!! Is that true?...

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22 março 2007

A relatividade do tempo

É comum ouvir-se dizer que, agora, o tempo anda cada vez mais depressa, que os meses e os anos se sucedem a uma velocidade vertiginosa. Não se trata, apenas, de escutar a voz dos outros, mas também de sentir na pele essa aparente aceleração da vida. Regra geral, atribuimos a culpa dessa percepção a fenómenos de contornos mal definidos, a que chamamos, por exemplo, ritmo de vida moderno, potencialidades das novas tecnologias ou globalização. Contudo, quem não tiver a memória muito curta ou consulte documentação antiga, verificará que as gerações anteriores já se queixavam do mesmo; os nossos pais e avós passavam a vida a barafustar contra a falta de oportunidade para fazerem aquilo de que mais gostavam. Por outro lado, constatamos que nós próprios não produzíamos o mesmo tipo de queixume quando éramos mais novos nem é comum escutar, hoje, as crianças e os jovens a fazê-lo; vivem na mesma sociedade, mas parece que lá vão conseguindo encaixar as múltiplas actividades na agenda diária; habitualmente, os protestos relacionados com a repartição que fazem do seu próprio tempo surgem na boca dos mais velhos - papás, mamãs, educadores e afins.

Imagem: que queres dizer?

Quero dizer que temos de cavar de Portugal porque o sócras é sempre o culpado de tudo!


Tudo leva a crer, assim, que a percepção que temos da suposta celeridade do tempo tem mais a ver com a fase do ciclo de vida em que nos encontramos do que, propriamente, com a época histórica que se está a viver. Foi ao ouvir António Lobo Antunes, numa entrevista, preciosa, concedida recentemente a Carlos Vaz Marques, que se tornou mais perceptível a explicação do facto. Segundo o escritor - citando um livro antigo do qual não referiu a autoria -, entre uma criança e um adulto a diferença existente na forma de apreender o tempo que passa resulta da conjugação de dois factores. Assim, por um lado, há que levar em conta que, para alguém que tenha, por exemplo, cinco anos de idade, o passar de um ano representa um quinto da vida que já viveu até aí; ora tal fracção é uma parte muito substantiva da existência do indivíduo; mas, para quem tiver cinquenta anos, o mesmo período decorrido constitui uma parcela muito menor da vida já passada; assim, um ano parece ter corrido a galope! Por outro lado, quando ainda somos novos, somos protagonistas de eventos até aí desconhecidos; tudo se apresenta como novidade, não havendo muito espaço para que a rotina se instale; a aquisição progressiva de capacidades, os desafios que nos são colocados e a diversidade de experiências que vamos protagonizando contribuem para que cada fracção do tempo seja enriquecida por novas vivências; ao contrário, à medida que vamos envelhecendo, os nossos percursos de descoberta vão rareando, a actividade torna-se repetitiva, estereotipada, os estímulos afectivos e cognitivos tornam-se menos tempestuosos e a margem para estabelecer projectos futuros vai sendo cada vez mais estreita. Em cada unidade de tempo que se sucede à anterior, a probabilidade de surgirem acontecimentos marcantes em catadupa é cada vez menor.
Não custa admitir que o calendário pareça ser mais curto, quando os últimos dias que passaram não foram substantivamente diferentes dos anteriores; ou seja, é como se, em cada semana, tivessem passado apenas 24 horas...
Em conclusão, sob a forma de recado aos cotas: para que a nossa vidinha não pareça andar tão rápida, há que ter a coragem de nela lançar novidades... Tal não aumenta o tempo de estada por cá, mas faz-nos demorar mais a escrever a autobiografia. Sempre é uma consolação!

Edição:

O autor do Malaposta julga ser seu dever deixar aqui uma referência ao Blog Pensamentos pela atitude louvável e meritória dos seus autores ou FILÓSOFOS, (por que não?) I.P. e H.R., atitude essa que se compreenderá clicando em Leituras no marcador Gavetas de Pensamentos (ou Pensamentos Passados) em geral e nesta em particular.

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01 fevereiro 2007

Bebidas alcoólicas

Consumo moderado de bebidas alcoólicas pode diminuir o risco de ataques cardíacos em homens com hipertensão


O

consumo moderado de bebidas alcoólicas pode reduzir o risco de ataques cardíacos em homens com problemas de hipertensão, de acordo com o que conclui um estudo publicado recentemente na revista médica "Annals of Internal Medicine". O estudo levado a cabo por investigadores norte-americanos da Harvard School of Public Health e por investigadores holandeses do Instituto de Investigação da Universidade de Weningen, demonstrou, pela primeira vez, que o consumo moderado de álcool não aumenta o risco de doenças cardiovasculares em homens que sofrem de pressão arterial elevada e que um a dois copos por dia podem contribuir para reduzir o risco de ataques cardíacos.

O estudo vai ao encontro de outros estudos que já tinham salientado que o consumo de álcool diminui o risco de doenças do coração, uma vez que aumenta os níveis de colesterol "bom" e dilui o sangue, reduzindo assim o risco de doenças cardiovasculares. Segundo Joline Beulens, uma das autoras da investigação, este estudo é o "primeiro que analisa o risco de ataques cardíacos entre homens com tensão arterial elevada, que bebem moderadamente".

"Uma vez que o consumo excessivo de álcool aumenta a tensão, a maioria dos homens que sofrem de hipertensão são aconselhados a deixarem de beber, mas os resultados deste estudo contrariam este conselho, uma vez que indicam que os homens não precisam de parar de beber, desde que bebam com moderação e responsabilidade", acrescentou a investigadora.

O estudo analisou dados de 11.711 homens com hipertensão que participaram entre 1986 e 2002 num estudo de inspecção de longo prazo, tendo os investigadores analisado os comportamentos de consumo de álcool, assim como o aparecimento de doenças cardiovasculares, ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).


in Dica

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26 janeiro 2007

Relacionamento

Muitas pessoas acreditam que o amor é uma sensação que é produzida magicamente quando a pessoa certa aparece. Não é de se estranhar que haja tantas pessoas solteiras.


Um trecho de “Head to Heart.”

Alguns anos atrás conversei com um grupo de estudantes sobre o conceito judaico de amor.

"Alguém defina amor," eu disse.


Nenhuma resposta.


"Ninguém quer tentar?" Perguntei.


Ainda nenhuma resposta.

Gila Manolson, Head to Heart.

"Façamos assim: eu definirei o amor, e se vocês concordarem levantem as mãos, certo?


Acenos com a cabeça.


"Certo. O amor é o que sentimos quando encontramos a pessoa certa".


Todos levantaram as mãos. Eu pensei, Ai!.


Esta é a forma como as pessoas conceituam uma relação. Consciente ou inconscientemente, acreditam que amor é uma sensação (baseado na atração física e sentimental) que magicamente e espontaneamente surge quando a pessoa certa aparece. E pode facilmente se degenerar quando a mágica simplesmente “não estiver mais lá”. Você se apaixona e não consegue mais sair.


A palavra chave é a paciência. Erich Fromm, em sua famosa obra "The Art of Loving” (“A Arte de Amar"), observou a triste conseqüência desta concepção errada: Não existe nenhuma atividade nem empreendimento que comece com tremendas esperanças e expectativas, no entanto, que falhem tão regularmente como o amor." (Isso foi em 1956, hoje seria bem mais pessimista.)


Então o que é o amor real e duradouro?


O amor é a ligação que resulta da apreciação profunda da bondade alheia.


A palavra “bondade” pode lhe surpreender. Afinal, a maioria das histórias de amor não apresenta um casal encantado com a ética um do outro. ("Estou impressionada por seus valores!" ele disse a ela apaixonadamente. "E eu nunca encontrei um homem com tanta moralidade!" ela falou.) Mas em seu estudo de casamentos bem sucedidos na vida real ("The Good Marriage: How and Why Love Lasts"), Judith Wallerstein diz que "o valor que estes casais deram para as qualidades morais de seu parceiro foi um achado inesperado."


No pensamento judaico, porém, isso não é tão inesperado assim. O que estimamos em nós mesmos, prezamos nos outros. D’us nos criou para que possamos nos ver como pessoas boas (conseqüentemente vem nossa necessidade de racionalizar ou de se arrepender dos erros). Portanto, também buscamos bondade nos outros. Ver com bons olhos, ter uma personalidade sedutora, inteligência e talento (todas estas contam para alguma coisa) podem lhe atrair, mas a bondade é o que lhe move para amar.


O amor é uma escolha


O amor não vem só do fato de apreciarmos a bondade, não precisa necessariamente acontecer, você pode fazer acontecer. O amor é ativo. Você pode criá-lo. Enfoque na bondade de outra pessoa (e todo mundo tem alguma). Se puder fazer isto facilmente, amará facilmente.


Certa vez estava num concerto íntimo em que o artista, uma pessoa profundamente espiritual, olhou calorosamente a seu público e disse, "quero que saibam que amo todos vocês." Eu sorri e pensei, "Com certeza." Entretanto, ao olhar em volta, percebi que meu cinismo não foi apropriado. Este homem viu naturalmente a bondade nos outros, e o fato de estarmos lá dizia o suficiente sobre a gente para que este pudesse nos amar. O Judaísmo realmente idealiza o amor universal e incondicional.


Obviamente, há uma longa distância para o desenvolvimento do amor pessoal profundo adquirido ao longo dos anos, especialmente no casamento. Mas ver a bondade é o começo.


Susan aprendeu sobre este fundamento do amor depois de ficar noiva de David. Quando chamou seus pais para lhes contar as boas notícias, eles ficaram muito felizes. No fim da conversa, sua mãe disse, "Querida, quero que saiba que amamos você e David."


Susan ficou um pouco confusa "Mãe," ela disse hesitante, "eu realmente fico grata por seus sentimentos, mas, com toda honestidade, como pode dizer que ama alguém que nunca viu?"


"Escolhemos amá-lo," sua mãe explicou, "pois o amor é uma escolha."


Não há conselho melhor do que este que sua mãe lhe deu antes do casamento. Ao focar o bem, podemos amar quase todo mundo.


As ações afetam os sentimentos


Agora que está se sentindo tão amorosa com toda a raça humana, como pode aprofundar seu amor por alguém? No modo como D’us nos criou, na maioria das vezes as ações afetam nossos sentimentos. Por exemplo, se quiser se tornar mais compassivo, pensar numa mentalidade compassiva pode ser um bom começo, mas dar tzedaká (caridade) o levará até lá. Ou seja, o melhor caminho para sentir amor é ser amado, e isto significa se dar.


Enquanto a maioria das pessoas acredita que o amor leva ao ato de dar, a verdade (como o Rabino Eliyahu Dessler escreveu em seu notável discurso sobre a generosidade amorosa) é exatamente o oposto: O ato de ser doador, ou seja, de “dar” leva ao amor.


O que é dar? Quando um homem habilidoso chega para sua mulher que não é mecânica e fala, "Amor, espere para ver o que lhe fiz de aniversário, uma excelente caixa de ferramentas!" Isto não é dar. Nem o é um pai que força seu filho a ter lições de violino, pois ele mesmo sempre sonhou em ser um virtuoso.


O verdadeiro ato de dar, como Erich Fromm assinala, requer quatro elementos. O primeiro é se importar, demonstrando preocupação ativa com a vida e o crescimento do recebedor. O segundo é a responsabilidade, ou seja, responder às necessidades expressadas ou não (particularmente, numa relação adulta, necessidades sentimentais). A terceira é o respeito, "a habilidade de ver uma pessoa como ela é, estar ciente de sua individualidade única, e conseqüentemente, querer que "cresça e se revele como ela é." Estes três componentes dependem do quarto, o conhecimento. Você pode cuidar, atender às necessidades e respeitar o próximo tão profundamente quanto o conhece.


Se abrir para os outros


O efeito do ato de “dar” é profundo. Permite-lhe entrar no mundo de outra pessoa e perceber sua bondade. Ao mesmo tempo, significa investir parte de si mesmo no outro, lhe capacitando a amar esta pessoa como ama a si mesmo.


Há muitos anos atrás, encontrei uma mulher que achei muito desagradável. Então decidi experimentar a teoria do "dar leva a amar". Um dia a convidei para jantar. Alguns dias depois, ofereci ajuda para um problema pessoal. Em outra ocasião li algo que escreveu e fiz meus comentários e elogios. Hoje temos uma relação afetuosa. Quanto mais você dá, mais ama. Isto é por que seus pais (que lhe deram mais do que imagina) evidentemente lhe amam mais que você os ama, e você por sua vez, amará seus próprios filhos mais do que eles lhe amarão.


Porque o amor profundo e íntimo emana do conhecimento e do ato de dar, não vem do dia para noite e sim com o passar do tempo, que quase sempre significa depois do casamento. A intensidade que muitos casais sentem antes de se casar é normalmente um grande afeto impulsionado pelos atributos comuns, química, e antecipação. Estas podem ser as sementes do amor, mas ainda precisam brotar. No dia do casamento, as emoções são fortes, mas o amor verdadeiro ainda está num nível mais baixo, pois estará esperançosamente crescendo sempre, à medida que o marido e a esposa se dão um ao outro cada vez mais.


Uma mulher que conheci uma vez explicou por que estava casada e feliz por 25 anos. "Uma relação tem seu altos e baixos”, ela me disse. "Os baixos podem ser realmente ruins, mas quando estiver em um, você tem três escolhas: ir embora, ficar num casamento sem amor, ou escolher amar seu cônjuge."


O Dr. Jill Murray (autor de “But I Love Him: Protecting Your Daughter from Controlling, Abusive Dating Relationships") escreve que se alguém lhe maltratar enquanto diz que lhe ama, lembre-se: "O amor é um comportamento”. Uma relação prospera quando os companheiros estiverem dispostos a se comportar com amor continuamente, dar incondicionalmente e não só dizer, "eu te amo” e sim demonstrar seu amor.


Gila Manolson

Malaposta?!!!...

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22 janeiro 2007

Cancro do Pâncreas

Vitamina D reduz o risco.
Os complementos de vitamina D reduzem para quase metade o risco de cancro do pâncreas e os cientistas estão a investigar se o mesmo acontece quando a vitamina provém do Sol ou dos alimentos.

A conclusão consta de um estudo dirigido por Halcyon Skinner, da Universidade Northwestern de Chicago (Illinois), que foi publicado recentemente na revista "Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention".

O corpo humano produz a vitamina D quando a pele é exposta à luz do Sol e obtém-na de alguns alimentos, tais como peixe, ovos e fígado, sendo que milhões de pessoas recebem doses adicionais ao ingerirem regularmente comprimidos de vitaminas.

Segundo os investigadores, as pessoas que tomam diariamente 400 unidades internacionais (UI) de vitamina D, a dose recomendada pelo governo norte-americano, correm um risco 43 por cento menor de contrair cancro do pâncreas do que as que não recorrem a esses complementos.

Quem toma diariamente doses de menos de 150 UI tem uma redução de 22 por cento do risco desse tipo de cancro, que é a quarta causa de morte por cancro nos Estados Unidos.

O estudo teve por base os resultados de dois inquéritos de longo prazo em que participaram 46.771 homens com idades entre os 40 e os 75 anos, e 75.427 mulheres com idades entre os 38 e os 65 anos.

Refira-se que de acordo com números da Sociedade Americana do Cancro, são diagnosticados anualmente cerca de 32 mil casos de cancro do pâncreas nos EUA e só 5 por cento dos pacientes sobrevive mais de cinco anos.
Outro estudo publicado em Outubro pela mesma revista, e dirigida por Yan Cui e Thomas Rohan, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da Faculdade de Medicina Albert Einstein de Nova Iorque, assinalou uma relação entre a vitamina D e o cálcio, e o risco do cancro da mama.

"A vitamina D e o cálcio estão relacionados com o metabolismo e são factores dietéticos altamente interrelacionados", afirmou Cui. "Os estudos experimentais mostraram os seus efeitos anti-cancerígenos devido à sua participação na regulação da proliferação, diferenciação e morte natural das células normais e malignas no cancro da mama".


Dica, via Lusa

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05 janeiro 2007

Vat 69

Todos temos um segredo, senão vários espalhados pela vida fora. A Sofia não fugia à regra. Era honesta, verdadeira, intuitiva e instintiva. Socialista ferrenha, não se importava que os socialistas governassem à direita. Nas últimas eleições votou PS (Partido do Sócrates) para evitar o PSD (Partido Sem Direcção). Digamos que era excêntrica, não tinha contas no banco. Em casa não tinha electricidade, iluminava-se com velas e, nas longas noites de Inverno, com candeeiros a petróleo. À noite, lavava os pés no lavatório e as virilhas na Fonte Luminosa. Nada a descontentava. Nem o facto de ser do Benfica e não ganhar nada, a não ser a entrada para o Guiness! A Sofia era feliz e assim é que era. Nem mais, nem menos! Quando as coisas corriam menos bem, ia dar uma volta para se distrair. E distraía-se, de bar em bar, de tasca em tasca, de nada em nada! Nos intervalos dos congressos do PS, costumava apanhar goleadas de VAT 69 com os homens tristes, cheios de verdades inúteis e certezas de meia tigela! Por vezes, acontecia trazer para casa um triste perdido, mesmo que fosse do Sporting ou do Porto, do PS ou do PSD.
A Sofia era uma mulher civilizada. Com ela, os tristes não precisavam de electricidade, nem de emprego, nem de dinheiro para serem felizes. Bastava saberem contar ate 69 e dormiam no chão espartano como portugueses de primeira! É que a Sofia nao se vendia ao quilo! Assumia-se como uma troca de generosidades entre marginais! E sabem que mais? Era feliz!

Comentários originais


Paulo Anes, in Destak.

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04 novembro 2006

Os dias-talvez

É certo que o horizonte não é, senão, uma linha imaginária. Embora exista. E que o céu não é um promontório que fica sobre as nuvens (mesmo que pareça um braço de terra, impetuoso, que atravessa o pensamento). É certo que quase nada vale por aquilo que parece. E, no entanto, talvez o que pareça valha sobre o quase-nada que lhe falta para ser tudo aquilo que não é.
Nunca nascemos preparados para aquilo que parece. Pelos olhos dos nossos sentimentos, o mundo é branco ou preto, é bom ou mau, é escuro ou luminoso, colorido ou desbotado, fantástico ou tenebroso. Pelos olhos dos nossos sentimentos, existem dias-sim ou dias-não, mas os dias-talvez são, certamente, quem domina o crescimento.
Os dias-talvez fazem-se de tudo aquilo que parece. Não são nem bons nem maus, nem escuros ou luminosos. São dias. Iguais aos outros. Não são nem fogosos nem pachorrentos. Nem curtos ou intermináveis. Nascem, como todos os dias, pela manhã, e adormecem, devidamente, com o pôr do Sol. Nos dias-talvez funciona-se, sem que se crie. Olha-se sem que se escute. Ouve-se mas não se vê. Nos dias-talvez as pessoas parecem felizes, mesmo que se tolerem. E são bondosas, apesar de maldizentes. São carinhosas, se bem que omissas. Atentas, quando - sobre tudo - sobressai a sua distracção. E argutas, mesmo que mal pensem por si. Nos dias-talvez o futuro curva-se ao destino, e a esperança aos ressentimentos que polvilham o passado. Nos dias-talvez não são as novas relações que nos dão um horizonte. Ou o céu. Nos dias-talvez chega-se ao amanhã depois de se arrumar, com método, tudo o que ficou, disperso, para trás.
Nunca nascemos preparados para aquilo que parece. Mas aquilo que parece é que domina o nosso crescimento. E quando, algures na nossa vida, perscrutamos pelo sim e pelo não dos nossos sentimentos e se vislumbram, sobretudo, os dias-talvez, o horizonte deixa de ser uma linha imaginária. Devagarinho, transforma-se num promontório que fica sobre as nuvens. O quase-nada que nos falta para sermos tudo aquilo que não somos parece distante e dispensável. E o céu passa a ser o horizonte de todos os talvez.
É certo que quase nada vale por aquilo que parece. E que, diante de tudo o que intuímos que falta ao que parece, todos nascemos pequenos. E assim permanecemos. É certo que, por vezes, aquilo que parece se sobrepõe (tanto e tanto) aos nossos sentimentos que, sobre a confusão de branco e de preto, ou de bem e de mal, parecemos grandes e seguros. Mas há um quase-nada que nos leva a escutar e a ver. Nos encaminha para a bondade e para o carinho. E nos torna atentos. Com esperança e com o futuro. Basta que, sobre tudo aquilo que sentimos encontre, no horizonte de alguém, o céu.

Eduardo Sá, NM

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23 outubro 2006

Fruta e água

A fruta e água são os alimentos de eleição para combater o calor, a fadiga e, ao mesmo tempo, manter a forma. No Verão, os cuidados com a alimentação devem ser ainda maiores. Além das necessidades alimentares habituais, é preciso hidratar o organismo convenientemente. O alimento que melhor cumpre essa função é, obviamente, a água. "Todos os dias, perdemos grandes quantidades de água - dois a três litros - através da urina, da transpiração (tanto maior quanto maior a temperatura e a actividade física) e do ar expirado. Estas perdas de água são compensadas pela água presente nos alimentos que ingerimos e, principalmente, pela água em bebida. Deste modo, torna-se evidente a importância da água como elemento fundamental de uma alimentação saudável", explica Alexandra Bento, da Associação Portuguesa de Nutricionistas, lembrando que a água tem ainda a vantagem de não ter calorias.
Em segundo lugar, a nutricionista recomenda a ingestão de fruta. "Um excelente alimento no auxílio contra a desidratação, pela sua riqueza em água, vitaminas e minerais", frisa, sublinhando os seus benefícios: "Possui uma potente acção preventiva de vários cancros, regula o trânsito intestinal, bem como o funcionamento da vesícula biliar. Comer fruta auxilia ainda substancialmente a regulação do colesterol sanguíneo, com benefício em termos de doença cardiovascular". Tal como a água, a fruta também é uma forte aliada na ementa das pessoas que querem emagrecer, como esclarece Alexandre Bento: "Fornecem um alto valor de nutrientes e têm uma baixa densidade energética, tornando-se, assim, um interessante instrumento na ajuda do controlo do peso."
in Metro

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22 setembro 2006

O Ingrato e o seu Oposto

O ingrato tortura-se e aflige-se a si mesmo; odeia os benefícios que recebe por ter de retribuí-los, procura reduzir a sua importância e, pelo contrário, agigantar enormemente as ofensas que lhe foram causadas. Há alguém mais miserável do que um homem que se esquece dos benefícios para só se lembrar das ofensas? A sabedoria, pelo contrário, valoriza todos os benefícios, fixa-se na sua consideração, compraz-se em recordá-los continuamente. Os maus só têm um momento de prazer, e mesmo esse breve: o instante em que recebem o benefício; o sábio, pelo seu lado, extrai do benefício recebido uma satisfação grande e perene. O que lhe dá prazer não é o momento de receber, mas sim o facto de ter recebido o benefício; isto é para ele algo de imortal, de permanente. O sábio não tem senão desprezo por aquilo que o lesou; tudo isso ele esquece, não por incúria, mas voluntariamente. Não interpreta tudo pelo pior, não procura descobrir o culpado do que lhe sucedeu, preferindo atribuir os erros dos homens à fortuna.

Não atribui más intenções às palavras ou aos olhares dos outros, antes procura dar do que lhe fazem uma interpretação benevolente. Prefere lembrar-se do bem que lhe fizeram, e não do mal; tanto quanto pode, guarda na memória os benefícios precedentes e não muda de disposição para com aqueles a quem deve algum favor a não ser que as suas más acções sejam de longe mais graves, numa desproporção evidente mesmo a quem não a quer ver; e até neste caso o sábio terá por eles, depois de uma considerável ofensa, sentimentos idênticos aos que tinha antes do favor recebido. Na realidade, mesmo quando a ofensa é equivalente ao benefício, permanece na nossa alma um certo sentido de benevolência.
Séneca, in "Cartas a Lucílio"

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10 setembro 2006

O dever de estar vivo

Instantes
Autora: Luisa Castel-Branco

Os dias repetem-se como se não houvesse estações do ano ou noite e dia. Os anos arrastam-se e vamos encontrando razões para continuar, porque é isso que esperam de nós, é isso que nos exigem. Para onde foram os sonhos de criança, as fantasias tão reais da adolescência? A vida pesa como um casaco molhado. A vida, a repetição dos problemas, das angústias e medos e finalmente a eterna solidão acompanhada mas sem ninguém que nos ouça, ninguém. As pessoas são cruéis. A cada um com e os seus problemas e a vida da gente feliz não tem história, que eu sei, porque ainda recordo momentos felizes e tão breves e tão estupidamente simples. Nada nos prepara para isto. Nada. E em boa verdade, que podemos nós dizer aos nossos filhos? Que a desilusão é mais certa que a chuva, que o bem que fazemos raramente tem retorno e nós espantados a pensar: que faço eu aqui? Felizes são os pobres de espírito. Felizes são os que olham para o ecrã da televisão, para as revistas cor-de-rosa, e acreditam que aquilo existe.
Devíamos nascer com a força das árvores e do vento e não ter esperanças nem memórias e limitarmo-nos a deixar que os dias corram como as águas de um riacho e ficar quedos e sem expectativas. Ser jovem é acreditar. É ter certezas e não conhecer o sabor do medo. Depois, com o correr dos tempos, a vida se encarrega de nos tirar a inocência, de nos tirar tudo e deixar apenas algumas migalhas do que fomos e do que sonhámos.

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31 agosto 2006

Ansiedade


Ansiedade, para que te queremos?



Por incrível
que pareça, a principal
missão é proteger
o organismo e evitar o pânico



Definir ansiedade é sempre complicado, mas todos sabemos o que é, e todos conhecem este estado. Não há uma só pessoa que nunca tenha experimentado algum grau de ansiedade, seja por estar a entrar numa sala de aula mesmo antes de um exame, antes de uma reunião importante ou por acordar a meio da noite com a certeza de que ouviu um ruído estranho na rua. Desconhecem é que sensações como tonturas, manchas nos olhos, formigueiros, músculos duros, quase paralisados e impressões de falta de ar ou mesmo de sufocamento os asfixia, podem também fazer parte da reacção de ansiedade. Quando estas sensações ocorrem e as pessoas não percebem porquê, a ansiedade pode atingir níveis patológicos raiando o pânico.


Embora por vezes desconfortável, a ansiedade é a reacção ao perigo ou à ameaça. Cientificamente, ansiedades imediatas ou de curto período são definidas como reacções de luta e fuga. São assim denominadas porque todos os seus efeitos estão directamente voltados para lutar ou fugir de um perigo. Assim, por incrível que pareça, o objectivo número um da ansiedade é o de proteger o organismo. Mas, mesmo nos dias agitados de hoje, este é um mecanismo necessário. Imagine-se a atravessar a rua quando de repente um carro, em grande velocidade, vai na sua direcção a buzinar freneticamente. Se não tivesse absolutamente menhuma ansiedade, estaria morto. Contudo, o mais provável é que a reacção de luta e fuga tome conta de si e corra para sair do caminho do carro para ficar em segurança. A moral desta história é simples - a função da ansiedade é proteger o organismo, não prejudicá-lo. Seria completamente inútil a Natureza desenvolver um mecanismo cuja função primordial fosse a de proteger o organismo e, por o fazer, prejudicá-lo. Por isso, aceite a sua ansiedade e aprenda a viver com ela.



A ansiedade pode atingir níveis patológicos de pânico!


Acima de tudo, a reacção de luta e fuga resulta numa activação geral do metabolismo corporal. Uma pessoa pode ter reacções de calor e/ou frio e, porque este processo utiliza energia, depois sentir-se geralmente cansada e esgotada. Como já referido, o efeito primordial desta reacção é alertar o organismo para possível existência de perigo, há uma mudança automática e imediata na atenção para pesquisar o ambiente em busca de ameaças potenciais. Por isso, passa a ser muito difícil concentrar-se em tarefas diárias quando alguém está ansioso. As pessoas ansiosas queixam-se frequentemente de ficarem facilmente distraídas durante as tarefas do dia-a-dia, de não se conseguirem concentrar e de terem problemas de memória. No entanto, nem sempre existe uma razão evidente para a ansiedade e infelizmente a maioria das pessoas não aceita o facto de não encontrar uma explicação.

in Metro

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12 junho 2006

Infertilidade


Substâncias químicas ameaçam fertilidade. A Greenpeace alerta para o aumento do número de casos nos países indus trializados.

Num estudo agora publicado, com o título "Frágil: Saúde Reprodutiva e Exposição Química", a organização explica que a exposição a produtos químicos, usados em artigos de vestuário, cosméticos e aparelhos electrónicos, é uma das causas da infertilidade. O estudo revela que, nos últimos 50 anos, a quantidade de esperma produzido baixou para metade, a fertilidade dos casais diminuiu 50 por cento, desde 1960, e o cancro dos testículos é uma patologia cada vez mais comum. Esta tendência nota-se particularmente em algumas zonas rurais dos Estados Unidos e Canadá, bem como na Suécia, na Alemanha, na Noruega, no Japão, na Holanda, na Dinamarca e na América Latina. O relatório, elaborado a partir da compilação de vários estudos científicos recentes, refere ainda "a relação de natalidade rapazes/raparigas, tradicionalmente favorável aos rapazes, inverteu-se".

Segundo o documento, uma das causas para a deterioração da saúde reprodutiva é a exposição a agentes químicos, presentes em produtos tão comuns como o detergente, perfumes, cosméticos, carpetes, aparelhos electrónicos ou peças de vestuário. Alguns dos inimigos da fertilidade humana nomeados são os alquilfenois e aparentados (comuns em detergentes e produtos de cuidado do corpo), os ftalatos (plastificantes, solventes e fixadores de certos cosméticos), os compostos organoestanhados (agroquímica, catalizadores), o bisfenol-A e derivados (produção de plástico para biberões, CD, pára-brisas) e os almíscares artificiais (misturas de fragrâncias para detergentes, tecidos, amaciadores de cabelo e certos cosméticos perfumados).
David Santillo, um dos membros da organização e co-autor do estudo, apela "para que as substâncias químicas que sejam potencialmente prejudiciais aos humanos sejam retiradas e se utilizem alternativas mais seguras".

in Dica.

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