Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

19 abril 2015

A que horas acordar?

Breakfast in bed
Depois das seis horas da manhã!

Uma especialista em medicina do sono defendeu recentemente que se deve acordar sempre depois das seis horas da manhã, considerando que quem acorda muito cedo tem mais probabilidades de ter um acidente de viação ou de várias doenças. "O problema não é só o número de horas que se dorme, mas também as horas a que se acorda", disse à Agência Lusa Teresa Paiva, neurologista e especialista em medicina do sono, defendendo que "as pessoas não devem acordar antes das seis da manhã".

De acordo com a neurologista, não se deve acordar às quatro horas da manhã para ir trabalhar, pois a esta hora as pessoas "acordam fora do dia solar". "As pessoas que acordam muito cedo têm problemas ou vão ter problemas" e correm vários riscos, como acidentes de viação, insónias, consumo de medicamentos para dormir e doenças como obesidade, hipertensão e diabetes, salientou.

A especialista referiu ainda que já realizou um estudo com camionistas, que mostrava que aqueles que acordavam antes das seis da manhã tinham "muito mais sonolência diurna e mais problemas de sono". De referir que os picos dos acidentes nas estradas ocorrem durante a madrugada, por volta das quatro horas da manhã, quando há "um mínimo de visibilidade e maior propensão para fazer erros". Por outro lado, dormir menos não significa aproveitar mais e melhor os dias, mas sim ter um raciocínio mais lento e correr um maior risco de vir a sofrer de obesidade, hipertensão, diabetes e depressão, uma ameaça para cerca de um terço dos portugueses.

Actualmente não são só os adultos com falta de sono, mas também as crianças e os adolescentes portugueses estão a dormir cada vez menos, disse à Agência Lusa Teresa Paiva. A maior parte das pessoas necessita de dormir entre sete a oito horas por dia, mas esta regra apenas se aplica aos adultos, pois uma criança entre os 10 e os 12 anos deve dormir 10 horas, enquanto que os mais pequenos, entre os três e os quatro anos, devem dormir entre 12 a 14 horas, de acordo com Teresa Paiva. "Actualmente, o que se está a fazer às crianças é pura e simplesmente uma violência ao porem as crianças a dormir sete a oito horas, como os adultos", salientou a especialista, manifestando-se preocupada e assustada com o futuro. Teresa Paiva alertou ainda para o facto de as crianças que dormem menos na infância virem a ter problemas de ansiedade quando forem adultos.

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22 março 2015

Por vezes...

David Mourão Ferreira
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão Ferreira

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08 março 2015

Anedotas

Dois bêbados acordam de manhã na prisão:
- João, sabes porque é que estamos presos aqui?
- Sei... Lembras-te daquele poste onde resolvemos mijar ontem?
- Claro que me lembro!
- Pois é... não era poste, era guarda!
Toda orgulhosa, a Maria mostra ao Joaquim o retrato recém pintado por um artista famoso.
- Mas, Maria! Isto é uma indecência! Como é que tiveste coragem de ficar nua perante este indivíduo?
- Ora, Joaquim! Eu nao estava nua... ele pintou de memória!
Uma telefonista do 112 atendeu o telefone:
- Por favor, mandem alguém cá depressa, entrou um gato em casa, é urgente!!!!
- Mas... o quê???... um gato em casa???
- Um gato!!! Ele invadiu a minha casa e está a caminhar na minha direcção!!!
- Mas... o que é isto??? Quem está a falar????
- O papagaio, estúpido!!!!!

O médico informa o paciente que só lhe restam 6 meses de vida. Ante o seu desespero, sugere:
- Case-se com a mulher mais feia e mal humorada que encontrar e mude-se para o Paraguai.
- Mas doutor, isso vai ser um inferno! - diz o doente.
- Sim, mas, em compensação, serão os seis meses mais longos de sua vida!

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22 fevereiro 2015

Eléctrico puxado por burros!

Viajar no tempo à boleia do eléctrico.

O visitante fica ainda a par de algumas curiosidades. Por exemplo, os portuenses tratavam os eléctricos pelo nome da nacionalidade dos motores que usavam: eram os "americanos", os "belgas" ou os "italianos". Além de contar histórias, como a do eléctrico 163, que caíu ao Rio Douro em 1911 (no acidente morreram 14 pessoas), o museu exibe com orgulho o número 500, o último a ser construído na STCP, designação adquirida após 1946, altura em que a Câmara do Porto ficou com a exploração da rede de transportes.
O Museu do Carro Eléctrico, que conta com 35 mil visitantes por ano, tem disponíveis vários programas - escolares (visitas teatralizadas), de aniversário, para a família e para a terceira idade - e tem ainda uma frota de cinco veículos de aluguer para passeios em grupo.
O museu dispõe ainda de um guia de visita em braille para cegos ou pessoas com visão reduzida. "Está previsto para breve um sistema áudio, em português e inglês, para acompanhar os visitantes", revelou Cristina Pimentel.Eléctrico de tracção animal - Só faltam os burros e o engenheiro sem canudo!





















Museu conta a história da rede de transportes do Porto





Actualmente só existem três eléctricos a circular na cidade do Porto. Mas, em tempos, chegou a ser o único meio de transporte dos portuenses. A história conta-se ao longo do passeio pelo Museu do Carro Eléctrico, em Massarelos.
Ao todo, o museu tem 23 veículos. O espaço não permite que todos se exibam ao mesmo tempo, mas todos contam a história da mesma forma. "É uma exposição cronológica, a partir do carro americano [de tracção animal]", explicou Cristina Pimentel, directora do museu, adiantando que "o Porto foi a primeira cidade a ter carro eléctrico na Península Ibérica".






Os trilhos da história
O carro americano número 8, de tracção animal, surgiu no Porto em 1872 e representa o início da rede de transportes na cidade. Em 1878, surgiu a máquina a vapor, mas não foi do agrado geral. "Os portuenses queixavam-se muito do barulho e da sujidade que fazia", disse a responsável.
A tracção eléctrica surgia em 1895 com a Companhia Carris de Ferro do Porto, que dois anos antes se fundira com a Companhia do Carril Americano do Porto à Foz e Matosinhos, mantendo a empresa o nome da primeira.
Ao longo do percurso, os eléctricos mostram as suas diferentes formas e feitios. Todos eles circularam pela cidade. À excepção do eléctrico 100, a réplica de um veículo totalmente aberto, que circulou no Porto entre 1910 e 1928. Como os dois exemplares foram destruídos num incêndio, o museu apresenta uma cópia fiel ao original
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25 dezembro 2014

Língua portuguesa na ONU



Petição a caminho


«Mais de 45 mil pessoas querem português na ONU.»
«A petição para tornar oficial a língua portuguesa nas Nações Unidas pode ser entregue com 70 mil assinaturas.»

Circula na Internet uma petição para tornar oficial o português nas Nações Unidas. O documento já foi subscrito por mais de 45 mil pessoas. No site onde se pode assinar o documento, apenas o texto da petição está em português. As opções da página e as respostas, quando um cidadão assina o documento, são dadas em inglês, uma situação que o vice-presidente do sector europeu da associação cultural Elos Clube Internacional, José Luis Guedes de Campos, que está a promever a acção, explica: "Temos de nos render à realidade e hoje é o inglês a língua oficial da maior parte dos sites de internet".
Guedes de Campos explica ao "Metro" que a ideia parte do número de pessoas que fala a língua portuguesa e da sua importância cultural. "São mais de 250 milhões de pessoas que se expressam no idioma português, com importante presença em várias nações de todos os continentes". O dirigente lembra que é a quinta língua mais falada no mundo (em números absolutos).
A petição vai ser entregue entre o próximo mês de Março ou Abril e a associação pensa atingir cerca de 70 mil assinaturas.
Nota: A petição inclui três assinaturas (entre as primeiras), do "pessoal" desta casa.

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21 dezembro 2014

A alcateia


O

Estado vai gastar 100 milhões de euros a mais do que o previsto para fazer um desvio na futura auto-estrada entre Viseu e Chaves de modo a não perturbar uma zona de procriação de lobos. O traçado inicial da estrada foi chumbado por razões "ambientalistas", uma vez que atravessava a serra do Alvão numa zona onde se supõe que a alcateia local, composta por sete lobos, se refugia para ter as suas ninhadas. A protecção de cada lobo vai custar aos contribuintes cerca de 3 milhões de contos, segundo as contas feitas pelo presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, que se queixa de não conseguir arranjar 50 mil contos para construir uma nova escola ou, como disse ao jornal "Público", ter dinheiro "para pagar o jantar ao senhor ministro". Embora o autarca não tenha especificado que ministro é que pretendia alimentar, presume-se que se esteja a referir ao ministro que tomou a decisão de gastar os 100 milhões a mais para proteger a maternidade dos lobos.
Colocados perante o dilema entre pagar a protecção de um lobo ou o jantar de um ministro, a maioria dos portugueses não hesitaria um segundo, escolhendo obviamente a opção ambientalmente correcta, que é pagar o lobo. A população de lobos portugueses, segundo as contas dos amigos dos lobos, tem vindo a diminuir rapidamente nos últimos anos, enquanto a dos ministros, como é público e se nota a olho nu, aumenta constantemente a um ritmo assustador. Enquanto o lobo português, o "canus lupus signatus", cobria praticamente a totalidade do territória nacional há 3 ou 4 décadas, o seu número hoje não deve ultrapassar os 300, divididos por meia centena de alcateias escondidas em serranias isoladas do norte do país. Os ministros, pelo contrário, que há três ou quatro décadas - podemos escolher o 25 de Abril de 1974 como data charneira nesta questão lobo/ministro - mal chegavam para encher um avião para fugirem para o Brasil, encontram-se hoje um pouco por toda a parte, circulando livremente sem que ninguém os incomode e adoptando frequentemente uma ameaçadora atitude para com quem quer que seja que se aproxime deles, mesmo que com boas intenções apenas para lhes fazer uma festa. Do ponto de vista da sobrevivência das espécies, o lobo é uma espécie em vias de extinção ou, pelo menos, ameaçada. Já o mesmo não se pode dizer dos ministros que aparecem por todo o lado e, pelo contrário, devido às suas atitudes agressivas e comportamento predatório, começam a ser vistos por muita gente como uma praga, mesmo uma ameaça, indomesticáveis e perigosos. Veja-se, por exemplo, a atitude do ex-ministro Carrilho num programa "Prós e Contras", a morder toda a gente, e ter-se-á uma ideia geral das dificuldades em lidar com a espécie. Quem o gostaria de ter em casa?
A natureza é um sistema muito sensível, que vive num equilíbrio muito instável, e sabe-se que sempre que ocorre um aumento desmesurado e incontrolável de uma espécie isso faz-se à custa de outra. Os recursos não são inesgotáveis e não chegam para todos. A questão que os portugueses se devem colocar, pelo menos aqueles mais conscientes que se preocupam com o seu futuro, é muito simples. Quem é que preferimos alimentar com o nosso dinheiro? Os lobos, um animal que apenas ataca quando tem fome, ou os ministros e políticos, cujo apetite parece ser insaciável? Para um cidadão consciente, a escolha parece óbvia.

in Metro, José Júdice

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14 dezembro 2014

Cavaco e Sócrates

A política de boa vizinhança entre o primeiro-ministro e o presidente da República, que ganhou as eleições muito à custa do descontentamento de uma grande parte do povo português, está a deixar muitos desiludidos. Não é uma questão de dificultar a governação socialista, mas sim de fazer cumprir as promessas eleitorais que deram maioria absoluta ao PS.As reformas económicas e sociais têm de ser feitas, mas com bastante cautela para não serem sempre as pessoas que vivem com dificuldades a sentir a penalização nos seus magros orçamentos familiares.

O roteiro da inclusão social, protagonizada pelo presidente, pareceu mais um acto de marketing, pois o que este nos mostrou através das televisões são casos de sucesso, mas também é preciso mostrar ao país casos graves de exclusão social e os dois milhões de pobres que temos. São estas as realidades com que o presidente da Rapública e o chefe do governo se deviam ocupar.Como este dois gajos se dão tão bem! Quem diria...

Stil there Malaposta? Watch for POPUPS on this one!Recebido por email.








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30 novembro 2014

110 anos de carro eléctrico

Fez parte do "Porto capital europeia da cultura 2001" a recuperção do carro eléctrico nalgumas zonas da cidade. As linhas foram construidas, mas só isso. Os carris já estão ferrugentos. Dinheiro desperdiçado, como o costume!
O carro eléctrico pode eventualmente circular, na zona marginal do Douro, mas para passeios turísticos e por encomenda. Até se pode escolher o nº do carro - isto foi o que li no site do Museu do Carro Eléctrico.
Vem isto a propósito dum artigo que li num jornal chamado "metro" (nada tem a ver com o metropolitano), de distribuição gratuita, disponível numa bolsa pendurada num dos varões centrais dos subititutos dos carros eléctricos, os actuais autocarros dos STCP.
O jornal de 13.09.2005 insere uma foto do carro eléctrico nº 100 (um dos mais procurados para os tais passeios), com a seguinte legenda: O PORTO foi a primeira cidade ibérica a ter uma linha de carro eléctrico. Segue-se o artigo, assinado por Pedro Pacheco:
Carro eléctrico celebra 110 anos
Transporte foi uma referência do século XX, até ao início dos anos 60.
O Museu do Carro Eléctrico, da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), comemorou, ontem, os 110 anos de existência. A Linha da Restauração, inaugurada em 12 de Setembro de 1895, fez com que o Porto fosse a primeira cidade da Península Ibérica a possuir uma via para carros eléctricos.
O percurso inicial ia do Carmo a Massarelos, extendendo-se (1) mais tarde para a foz e Matosinhos. Daqui as linhas expandiram-se por toda a cidade e concelhos vizinhos, assumindo-se como o transporte urbano de referência no século XX, desde os finais da primeira década até aos inícios dos anos 60. Foi também neste século que o carro eléctrico do Porto conheceu o seu período aúreo, mas também o início do declínio.

O "22" foi um dos primeiros veículos a circular na cidade do Porto e, actualmente, encontra-se em exposição no Museu do Carro Eléctrico. O carro começou por ser de tracção animal (2), puxado por mulas (3), e foi motorizado em finais do século XIX.
O sistema eléctrico revolucionou os meios de transporte na cidade, possibilitando horários regulares e uma maior facilidade de circulação nas ruas de declive acentuado. O transporte utilizava uma energia limpa contribuindo assim para uma maior salubridade, visto que se acabou com os dejectos (4) dos animais espalhados pela cidade, além do maior conforto e rapidez.
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(1) - é assim que está escrito, julgo que não se pode corrigir os textos dos jornalistas profissionais, se emendasse para "estendendo-se" podia ser acusado da "meter o nariz onde não sou chamado".
(2) - pois, vieram copiar ao Malaposta!
(3) - já naquela altura havia!
(4) - acho tratar-se de lapso porque toda a gente continua a deparar-se com os ditos cujos.
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Este post insere exactamente o "100" do jornal. Já enchi uma pasta com mais modelos, serão mostrados noutra altura, até porque sobre carros eléctricos tenho algo a dizer dos meus tempos de juventude.

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02 novembro 2014

Portugal/Espanha

Trinta por cento querem união Portugal/Espanha. Juan Carlos é desejado como chefe de Estado. Sondagem indica que muitas pessoas acreditam que Portugal perdeu com entrada na UE.

Um número apreciável de portugueses (30 por cento) preferia que Portugal e Espanha fossem um só país, com a capital em Madrid e o rei D. Juan Carlos como chefe de Estado. São estas algumas das conclusões de uma sondagem Intercampus, que o semanário Sol publicou. Na mesma sondagem, poderá verificar-se que há ainda muita gente em Portugal com saudades do império, e ainda mais gente desiludida em relação à integração do país na União Europeia (UE).
Se não existe praticamente um inquirido que entenda que Portugal deveria sair da UE, há muitos com a opinião de que, em várias áreas, desde a agricultura à dependência externa, o país perdeu muito mais do que ganhou com a entrada na Europa, há duas décadas.

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26 outubro 2014

Álvaro Cunhal em selo

Os CTT vão assinalar o aniversário do nascimento de Álvaro Cunhal , a 11 de Novembro, com a edição de um selo e um bloco filatélico que retratam o líder histórico comunista.
in "Destak", Actualidade, 9 Nov.2005
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Nota: o jornal publica uma foto de Álvaro Cunhal do tempo em que ele tinha as sobrancelhas mais crescidas e brancas do que a foto que escolhi.
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Rosa-laranja-rosa-laranja


Dois posts desgraçadamente interessantes do "Mau Tempo no Canil", que se copiam:
«Autofagia
Assusta a tentação autofágica do actual poder socrático. Ao mesmo tempo que revela (pelo menos à superfície) decisão e poder afirmativo, nomeadamente no combate às corporações, deixa escorrer o capital de crédito por entre os dedos a uma velocidade vertiginosa.
No mesmo dia em que não cede aos militares que se manifestam perante o aumento da idade de serviço necessária para a reforma, o poder da rosa decide colocar no Tribunal de Contas um seu deputado. De forma a que, garantidamente, não haja a reedição das "forças de bloqueio".
Quando vota a lei que retira as reformas vitalícias aos políticos, deixa que o seu camarada Vitorino vá ganhar uns milhares num duvidoso contrato entre um escritório de advogados e uma entidade pública.
E o que mais espanta é como não percebem estes senhores que bastam segundos para abalar irremediavelmente a confiança conquistada com meses de esforço e trabalho?
...O problema, no fundo, é que se calhar percebem isso de forma cristalina, preferindo deixar-se andar num sistema que privilegia os benefícios individuais imediatos em detrimento dos interesses colectivos mediatos.
Dito de outra forma, é tirar tudo o que pudermos e quem vier a seguir que feche a porta!!! »
via Adufe
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Daqui a uns anos, quando voltar ao poder, o PSD há-de indicar um seu apaniguado político para dirigir o Tribunal de Contas. Em sua defesa, os sociais-democratas vão dizer que os socialistas fizeram o mesmo. Daqui a uns anos, o PSD, no poder, vai dizer que cada Legislatura não tem quatro sessões legislativas, mas sete, e quando o PS protestar os sociais-democratas vão lembrar que foi com os socialistas no poder que as Legislaturas passaram a ter cinco em vez de quatro sessões. Daqui a uns anos, o PSD há-de substituir umas direcções de informação de uns meios de comunicação social, perante os protestos acesos dos socialistas. Os sociais-democratas hão-de lembrar que o PS, no poder, fez igualzinho e até pior.


Daqui a uns anos o líder do PSD há-de prometer baixar impostos para em seguida, no poder, os aumentar. O PS vai gritar impropérios, ao que os laranjinhas hão-de dizer que com os xuxas no poder foi muito pior.


Haverá maneira de sairmos disto???»


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Actualidade: o último Jornal da Noite, na Sic, deu algum tempo de antena a um pintor (acho eu, pelo menos vi o homem com a coisa na mão) que pediu desculpa pública por ter votado no PS, criticando o actual governo e o Sócrates. Perguntado sobre se fosse hoje (ou na próxima eleição - não estou seguro porque a minha atenção nesse momento dividia-se entre o prato e o televisor...) em quem votaria, respondeu envergonhadamente que talvez em ninguém. Assim sendo, poder-se-á inferir que o pintor será daqueles que ou come laranjas ou cultiva rosas - integrando-se, pois, no segundo post supra copiado!


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A pedido do TNT aqui fica algo das minhas aventuras na guerra colonial de Angola que Salazar me mandou fazer: post de 15.07.2005; post de 24.08.2005; post de 01.09.2005... porra, enganei-me neste link; 08.09.2005 (este não é porra; se eu não tivesse defendido a pátria da carunchada cadeira de Salazar o post não existia); aproveito a pesquisa para lembrar que os 10 mandamentos antigos agora são 17. [abdico da pesquisa de outras linhas, entrelinhas e alfinetadas].


Como já tinha concluido o post, dei um pulo a Itália para copiar um comentário recente que fiz a um post no blog assinado por uma das visitas distintas listadas aqui, o Alexandre Narciso. O blog, Crónicas de "Um" VagaMundo, insere excelentes fotografias à prova de roubo, muitas de Angola aonde o Alexandre, como economista, se deslocou recentemente em serviço. Eis o meu comentário, por baixo de 4 fotos de Angola do "outro mundo":


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Caro Alexandre,


Tratando-se de Angola não posso às vezes ficar indiferente, não obstante a guerra (que "não pedi") que Salazar me mandou ir fazer lá, Ago.1965 a Set.1967, às suas excelentes fotografias daquela terra - que, apesar de tudo, continua a trazer-me recordações de saudade pela sua natureza "rude", forte, selvagem, bela, rica. A selva dos Dembos (minha base em Zala, 14 meses), densa, de respeito, os animais, pacassas, gazelas, elefantes, crocodilos ou lá que é (isto já no Leste-Zambeze), etc., os enormíssimos morros cheios de capim ao qual pegávamos fogo para afugentar eventuais "turras", etc. etc.


De entre as fotos que o mau caro amigo mostrou, aquando da sua ida em serviço a Angola, constava uma cujo nome esqueci, árvores que via por lá "aos montes": tronco forte, diâmetro grande, retorcida, mas sem copa. Tenho uma vaga ideia : "hibondeiro??", mas nem de "vaga" tenho a certeza - a ferrugem, acelerada pelas cacimbadas de Angola, já me vai corroendo!...


Quando puder diga-me o nome dessas árvores que mais parecem protagonistas dum filme que revi recentemente (também não me lembro do nome), que "tinham vida" e ajudaram um jovem portador dum anel de poderes mágicos a derrotar o exército inimigo...Grande abraço


a.castro Homepage 09.14.05 - 5:23 pm #




















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