Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

22 fevereiro 2007

Lição espanhola

Como se verifica, falta aqui um rectângulo! Porquê? Porque em tempos recuados eram frequentes os 'negócios' entre barões de lá e baronesas de cá!...
Apontar o rato sobre a imagem.



Ao longo dos últimos 5 anos, Espanha cresceu 8 vezes mais rápido do que Portugal!





Nos últimos cinco anos a Espanha cresceu oito vezes mais rápido do que Portugal! Num mercado quatro vezes superior e uma maior centralidade europeia são por si só suficientes para explicar as diferenças de crescimento entre Portugal e Espanha nos últimos anos? Certamente que não. É claro que os dois factores ajudam e, sobretudo, tornam Espanha menos influenciável e mais preparada para choques económicos externos - como o de 2001, em que a economia mundial entrou em recessão - mas não respondem, por si só, a diferenças tão marcantes.


O

segredo da "modiva" espanhola e da sua crescente e real ambição no xadrês europeu não é fruto da conjuntura nem nasceu agora. Passou, nos anos 90, por ter resistido a engordar e politizar a sua administração pública quando a taxa de desemprego ultrapassava os 20 por cento da população activa. Ao invés, com a adesão ao mercado europeu e a chegada de fundos comunitários, o país redimensionou toda uma economia enfraquecida por décadas de um relativo imobilismo e proteccionismo. E assim, quando em Portugal os sucessivos Governos publicitavam uma das taxas de desemprego mais baixas do espaço europeu - com entradas maciças na administração central e local - Espanha teve o cuidado de enfrentar a enorme tensão social e reestruturar para, mais tarde, reagir em força.


Os resultados estão à vista: ao longo dos últimos cinco anos, Espanha cresceu oito vezes mais rápido do que Portugal e o dobro da média europeia. O nível de vida de um trabalhador espanhol aproximou-se do padrão europeu e o dos portugueses regrediu, tornando-nos ainda mais pobres, comparativamente. Com um Estado a pesar substancialmente menos na economia, uma administração pública bem mais eficaz e contas equilibradas, Espanha teve fôlego para cortar na carga fiscal e captar investimento. Portugal aumentou-a, empurrado por um défice sempre em derrapagem e com o IVA a ser um factor de peso na concorrência das empresas nacionais com o principal parceiro e rival comercial.

N

um quadro de economia aberta, o velho e bafiento adágio popular "nem bons ventos, nem bons casamentos" tem sido, desde há muito, substituído por uma palavra-chave: competitividade. E Portugal não se tem mostrado à altura do desafio; quer por culpa de um empresariado pouco dinâmico, quer por responsabilidade de um Estado que foi, lentamente, asfixiando a economia. Em questões macro, o bem-estar social no curto prazo raramente significa prosperidade no longo. Espanha é, nesse campo, uma lição a ter em conta.

O autor do Malaposta já se encontra "retired" e gostaria de ir viver para Espanha, nomeadamente Olivenza, de que gosta muito. No entanto, e para continuar a receber a sua pensão que o Sócras tem vindo a diminuir, contentar-se-ia em ficar em Portugal, mas perto da fronteira, em sítio bonito e sossegado (longe da confusão das grandes cidades), particularmente no bonito concelho de Borba, perto de Vila Viçosa, terra da Florbela Espanca (ver mapa). Estaria perto da fronteira, por isso com facilidade de atravessar para o "lado de lá", podendo assim benificiar de melhores condições nas compras que desejasse fazer. Acresce que, para continuar a ser útil à sociedade, pediria emprego como porteiro nesta Escola ou então como servente na Casa de Terena.

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5 Comments:

At 17 fevereiro, 2007 03:26, Blogger Ludovicus Rex said...

Por estas bandas está-se bem...
Mas é verdade eles ganham mais têm mai spoder de compra porque tudo é mais barato...
A minha malta, lá embaixo já vai toda, há muito, de compras ao outro lado...
Um abraço e bom fim de semana

 
At 18 fevereiro, 2007 16:01, Blogger magnolia said...

Quem vive a 20 Km da fronteira como eu, sabe bem do que estás a falar. Badajoz é, neste momento, uma solução para muitos dos desempregados na minha região. Por aqui também começaram já a ser despedidos trabalhadores em algumas empresas que, embora não fechem as portas, sentem dificuldade em manter todos os trabalhadores, porque se trata de empresas pequenas e pouco competitivas. Já há algum tempo, que a solução de muitos que preferem o trabalho ao subsídio de desemprego, é atravessar fronteiras. Ali, os salários são superiores e é fácil encontrar trabalho na construção civil, nos campos de cultivo (que são imensos) e mesmo nas lojas ou supermercados. E são bem recebidos. Badajoz tem mais população que o Distrito de Évora e uma qualidade de vida que não tem comparação com a nossa. Todos os concelhos limítrofes têm parecerias com "Ayuntamientos" extremenhos, mas parece-me que os únicos a tirar proveito disso são os espanhóis... Nesta altura, por exemplo, por todo o lado se vêem cartazes publicitando o "corso" carnavalesco em Badajoz e, terça-feira estarão mais portugueses naquela cidade que espanhóis.
Nós nunca conseguiremos alcançar a economia espanhola e, até por aqui, quem tenciona investir num negócio, pensa duas vezes se em Portugal ou Espanha. E sempre vão para espanha.
Quem precisa de combustível prefere andar 20 km e atestar o depósito para lá da fronteira (e fá-lo na GALP) enquanto aproveita para fazer as compras do mês porque só tem a ganhar com isso. Quem deseja almoçar ou jantar fora, faz o mesmo. E quando se trata de comprar electrodomésticos ou roupa nem pensa duas vezes. A verdade é que vamos a Espanha deixar os nossos rendimentos, mas os nossos governantes a isso nos obrigam.

 
At 22 fevereiro, 2007 17:03, Blogger Diogo said...

Atenção meu caro Castro, que a Espanha não é nenhum paraíso. O chamado «crescimento económico» nas economias de casino de hoje não significa nada. Estou farto de ler artigos sobre a miséria em Espanha. Tem aqui um:

Espanha: uma em cada quatro crianças vive abaixo do limiar da pobreza

 
At 23 fevereiro, 2007 23:44, Blogger MGomes said...

O artigo que o Diogo sugere é pertinente.É mais uma prova de que este tipo de desenvolvimento, sempre acaba por deixar alguém para trás, mas do que se trata é de situações genéricas e aí (até pela leitura das estatisticas de organizações internacionais) a Espanha de hoje pode ombrear com as economias mais desenvolvidas da Europa, de onde se pode concluir que isto não é tanto uma questão ideológica mas uma vontade de pensar no país com seriedade, por parte de quem ocupa os vários orgãos superiores de poder. Nós, é o que se sabe!!!!!!
Um Abraço

 
At 26 fevereiro, 2007 22:43, Blogger martelo said...

pelo menos, se está "retired" ao menos que haja reforma...

 

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