Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

29 Agosto 2007

O peixinho encarnado


Já não me lembro bem...

Já não me lembro bem como é que o Sushi entrou na minha vida. Acho que me foi oferecido por uma amiga. Tinha tido vários peixinhos encarnados quando criança. Eu queria um cão ou um gato, os meus pais deram-me um peixe num aquário redondo. Os peixes nos aquários redondos enlonquecem, diz-se. Não sei se é verdade mas é bem provável. Se eu fosse peixe, enlouquecia de certeza a andar para ali sozinha às voltas sem destino nem propósito (que é, bem vistas as coisas, o que acontece a toda a gente). Seja como seja, o certo é que os peixinhos lá tiveram o seu anunciado e precipitado fim: um belo dia, boiavam, sem um bilhete de despedida ou sequer um ai, na redondez do aquário. Fosse da loucura, da lixívia que põem na água da torneira, de algum decreto genético ou de congestão, os peixinhos encarnados morriam como tordos (aliás, os tordos é que morrem como peixinhos encarnados). E eu desisti de ter peixes.Fernanda Câncio
Até que, já crescida e trintona, me ofereceram o Sushi. O Sushi durou mais que os outros todos. Um ano e meio, dois? Já não sei. Durou muito para um peixe de aquário redondo, o suficiente para eu achar que podia durar mais (para sempre?) e me tomar de amores e preocupações por ele. Uma manhã, porém, surgiu menos vivaço na arremetida para os flocos da racção, com uma descoloração nas escamas. Mais uns dias e tinha um inchaço a crescer e nadava de lado, lentamente, respirando a custo. Inconformada, liguei para várias lojas de peixes a narrar os padecimentos. «Por que não compra outro?», perguntavam-me. «Deite esse fora, não vale a pena gastar dinheiro a tentar salvá-lo».
Os peixes encarnados são baratos, muito baratos e muitos. E todos iguais: quem viu um viu todos. Não falam, não abanam o rabo, não dão marradinhas nem ronronam, não fazem nada a não ser nadar, comer e morrer estupidamente, mais tarde ou mais cedo. Nem sequer gostam de festinhas, como as raias que num aquário da Noruega vi procurarem as mãos dos turistas para longos afagos (e lá se foi o meu gosto por raia frita). Nada: é bem possível que os peixinhos encarnados nem dêem conta da nossa existência, quanto mais gostar de nós - que é o que nós queremos e exigimos de toda a gente, pessoa ou animal ou planta, em quem investimos afecto.
Normal pois que quando saí de casa com o Sushi para andar de loja em loja a tentar encontrar-lhe uma cura tenha sido olhada como louca varrida. «Deixe-o cá e leve outro», propunham-me, talvez a ponderar uma chamada discreta para o Júlio de Matos para averiguar de uma fuga. «Ele vai morrer de qualquer maneira, o coitadinho até está a sofrer.» Eu insistia: não há nada que eu lhe possa dar? Um remédio? Não, não havia remédio. A bem dizer, ninguém sabia o que o Sushi tinha. Ninguém se interessa em conhecer as doenças dos peixinhos encarnados e em encontrar-lhes cura: para quê?
Levei o Sushi para casa e esperei. Durou mais uma semana. Não tive coragem de fazer o que me aconselhavam «para lhe acabar com o sofrimento» (e com o meu, suponho): despejá-lo na sanita e puxar o autoclismo. Tinha uma esperança idiota de que ele sobrevivesse. Vi-o agonizar em absoluta impotência.
E vi-o morrer, finalmente. Mais um peixinho emcarnado para o cemitário infinito, sem história, dos peixinhos encarnados. E para o cemitério infinito das histórias de afectos improváveis e sem retorno que incansavelmente perseguimos - à volta, à volta, à volta.

in Notícias Magazine #788 por Fernanda Câncio (na imagem).

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27 Agosto 2007

Eléctrico puxado por burros!


Viajar no tempo à boleia do eléctrico.

O visitante fica ainda a par de algumas curiosidades. Por exemplo, os portuenses tratavam os eléctricos pelo nome da nacionalidade dos motores que usavam: eram os "americanos", os "belgas" ou os "italianos". Além de contar histórias, como a do eléctrico 163, que caíu ao Rio Douro em 1911 (no acidente morreram 14 pessoas), o museu exibe com orgulho o número 500, o último a ser construído na STCP, designação adquirida após 1946, altura em que a Câmara do Porto ficou com a exploração da rede de transportes.
O Museu do Carro Eléctrico, que conta com 35 mil visitantes por ano, tem disponíveis vários programas - escolares (visitas teatralizadas), de aniversário, para a família e para a terceira idade - e tem ainda uma frota de cinco veículos de aluguer para passeios em grupo.
O museu dispõe ainda de um guia de visita em braille para cegos ou pessoas com visão reduzida. "Está previsto para breve um sistema áudio, em português e inglês, para acompanhar os visitantes", revelou Cristina Pimentel.

Eléctrico de tracção animal - Só faltam os burros e o engenheiro sem canudo!


Museu conta a história da rede de transportes do Porto
Actualmente só existem três eléctricos a circular na cidade do Porto. Mas, em tempos, chegou a ser o único meio de transporte dos portuenses. A história conta-se ao longo do passeio pelo Museu do Carro Eléctrico, em Massarelos.
Ao todo, o museu tem 23 veículos. O espaço não permite que todos se exibam ao mesmo tempo, mas todos contam a história da mesma forma. "É uma exposição cronológica, a partir do carro americano [de tracção animal]", explicou Cristina Pimentel, directora do museu, adiantando que "o Porto foi a primeira cidade a ter carro eléctrico na Península Ibérica".

Os trilhos da história
O carro americano número 8, de tracção animal, surgiu no Porto em 1872 e representa o início da rede de transportes na cidade. Em 1878, surgiu a máquina a vapor, mas não foi do agrado geral. "Os portuenses queixavam-se muito do barulho e da sujidade que fazia", disse a responsável.
A tracção eléctrica surgia em 1895 com a Companhia Carris de Ferro do Porto, que dois anos antes se fundira com a Companhia do Carril Americano do Porto à Foz e Matosinhos, mantendo a empresa o nome da primeira.
Ao longo do percurso, os eléctricos mostram as suas diferentes formas e feitios. Todos eles circularam pela cidade. À excepção do eléctrico 100, a réplica de um veículo totalmente aberto, que circulou no Porto entre 1910 e 1928. Como os dois exemplares foram destruídos num incêndio, o museu apresenta uma cópia fiel ao original
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25 Agosto 2007

Bom Fim de Semana!




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22 Agosto 2007

Por vezes...

David Mourão Ferreira
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão Ferreira

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20 Agosto 2007

Problemas de fertilidade

Novo site ajuda casais com problemas de fertilidade
Novo site ajuda casais com problemas de fertilidade

Com o objectivo de divulgar conhecimentos científicos e de dar respostas às dúvidas dos casais em tratamento, a clínica Espaço Fertilidade acaba de lançar o seu sítio na Internet. Se tivermos em conta que em Portugal se estimam que existem cerca de 500 mil casais que sofrem de infertilidade e que surgem anualmente 10 mil novos casos, este poderá tornar-se um site de utilidade pública, ao divulgar a patologia e apoiar os casais que sofrem deste problema. O site, para além de apresentar os serviços e tratamentos existentes na clínica, dá a conhecer as investigações que vão decorrendo ao nível internacional. Na secção "Ajuda" é ainda possível colocar questões que são respondidas por uma equipa de especialistas. O Espaço Fertilidade (http://www.espacofertilidade.pt) Espaço Fertilidade organiza também sessões mensais de divulgação e esclarecimento sobre esterilidade, técnicas de procriação medicamente assitida e outros temas relacionados com a saúde da mulher, destinadas aos casais já envolvidos ou em vias de realizar este tipo de tratamentos. A finalidade é alargar a acção pedagógica do site, possibilitando um contacto directo com eventuais interessados em dabater e aprofundar os temas da fertilidade e da reprodução humana.

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18 Agosto 2007

No me sé rajar

No me sé rajar - MUSICA.COM

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15 Agosto 2007

Novo conceito!



Nota: Clicar nas imagens para ver o conceito que os fascistas americanos introduziram na Praia de Vila Moura. Apesar dessa merda de conceito, o sacana do Sócras diz que apoia, conforme diz (apontando o rato ao cú dele!)

Apoio o  conceito, pois, quem manda sou eu!De facto é uma merda vergonhosa!

Atenção: não roubem as imagens porque senão o Sócras manda a secreta para vos prender!!!...

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13 Agosto 2007

A que horas acordar?

Breakfast in bed
Depois das seis horas da manhã!

Uma especialista em medicina do sono defendeu recentemente que se deve acordar sempre depois das seis horas da manhã, considerando que quem acorda muito cedo tem mais probabilidades de ter um acidente de viação ou de várias doenças. "O problema não é só o número de horas que se dorme, mas também as horas a que se acorda", disse à Agência Lusa Teresa Paiva, neurologista e especialista em medicina do sono, defendendo que "as pessoas não devem acordar antes das seis da manhã".

De acordo com a neurologista, não se deve acordar às quatro horas da manhã para ir trabalhar, pois a esta hora as pessoas "acordam fora do dia solar". "As pessoas que acordam muito cedo têm problemas ou vão ter problemas" e correm vários riscos, como acidentes de viação, insónias, consumo de medicamentos para dormir e doenças como obesidade, hipertensão e diabetes, salientou.

A especialista referiu ainda que já realizou um estudo com camionistas, que mostrava que aqueles que acordavam antes das seis da manhã tinham "muito mais sonolência diurna e mais problemas de sono". De referir que os picos dos acidentes nas estradas ocorrem durante a madrugada, por volta das quatro horas da manhã, quando há "um mínimo de visibilidade e maior propensão para fazer erros". Por outro lado, dormir menos não significa aproveitar mais e melhor os dias, mas sim ter um raciocínio mais lento e correr um maior risco de vir a sofrer de obesidade, hipertensão, diabetes e depressão, uma ameaça para cerca de um terço dos portugueses.

Actualmente não são só os adultos com falta de sono, mas também as crianças e os adolescentes portugueses estão a dormir cada vez menos, disse à Agência Lusa Teresa Paiva. A maior parte das pessoas necessita de dormir entre sete a oito horas por dia, mas esta regra apenas se aplica aos adultos, pois uma criança entre os 10 e os 12 anos deve dormir 10 horas, enquanto que os mais pequenos, entre os três e os quatro anos, devem dormir entre 12 a 14 horas, de acordo com Teresa Paiva. "Actualmente, o que se está a fazer às crianças é pura e simplesmente uma violência ao porem as crianças a dormir sete a oito horas, como os adultos", salientou a especialista, manifestando-se preocupada e assustada com o futuro. Teresa Paiva alertou ainda para o facto de as crianças que dormem menos na infância virem a ter problemas de ansiedade quando forem adultos.

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11 Agosto 2007

Bom Fim de Semana!

Yes, allways together!

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08 Agosto 2007

Governo não cumpre Aviso

No início da Primavera...

... Chamo a atenção do Governo, com muita antecedência, para que tome as medidas necessárias no sentido de evitar a repetição da catástrofe dos incêndios havidos nos Verões do ano passado. Depois não digam que não avisei!
Estas cores fortes foram escolhidas por forma a evitar que o Governo venha com desculpas do género "o aviso não estava suficientemente visível, etc".
Link relacionado.


É necessário poupar os sobreiros que ainda restam!

Segundo Aviso ao Governo

Os dois quadros acima constituiram um Aviso ao governo para que tomasse medidas atempadas no sentido de evitar a repetição da calamidade que o país atravessou nos Verões passados com a chaga dos incêndios. Como se vê no primeiro quadro, tal Aviso foi publicado no início da Primavera, 19.03.2007, conforme link do referido post. Estamos a 31 de Maio e as notícias apontam para registo de 627 incêndios florestais no continente só no período de 20 a 27 de corrente mês de Maio! Inquietante? Sim! Surpreendente? Não, de todo. Com este governo socrático já nada surpreende. É o governo mais reaccionário desde o 25 de Abril de 1974! Uma desgraça! Uma vergonha! A esperança é nula. Mas, para ficarmos de consciência tranquila e cumprirmos o nosso dever de cidadania (tal como o Descavacado, perdão, o Acabado - coitado!, parece um esqueleto... - anda por aí a nada fazer!) repete-se aqui e agora o Aviso, acrescentando este terceiro quadro, maior, porque, pelos vistos, a miopia do governo é muito pronunciada...

Nota
: Este post não foi publicado mais cedo porque o Sócras teve uma sorte enorme devido às condições meteorológicas que este ano também estiveram "feitas" com ele. Só que agora achei oportuno publicar o post porque li no jornal "A Dica da Semana" um artigo sobre os incêndios com fotografias da "Floresta do Parque Natural da Serra da Estrela tenta renascer das cinzas".

Link relacionado.

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01 Agosto 2007

Anedotas

Dois bêbados acordam de manhã na prisão:
- João, sabes porque é que estamos presos aqui?
- Sei... Lembras-te daquele poste onde resolvemos mijar ontem?
- Claro que me lembro!
- Pois é... não era poste, era guarda!
Toda orgulhosa, a Maria mostra ao Joaquim o retrato recém pintado por um artista famoso.
- Mas, Maria! Isto é uma indecência! Como é que tiveste coragem de ficar nua perante este indivíduo?
- Ora, Joaquim! Eu nao estava nua... ele pintou de memória!
Uma telefonista do 112 atendeu o telefone:
- Por favor, mandem alguém cá depressa, entrou um gato em casa, é urgente!!!!
- Mas... o quê???... um gato em casa???
- Um gato!!! Ele invadiu a minha casa e está a caminhar na minha direcção!!!
- Mas... o que é isto??? Quem está a falar????
- O papagaio, estúpido!!!!!

O médico informa o paciente que só lhe restam 6 meses de vida. Ante o seu desespero, sugere:
- Case-se com a mulher mais feia e mal humorada que encontrar e mude-se para o Paraguai.
- Mas doutor, isso vai ser um inferno! - diz o doente.
- Sim, mas, em compensação, serão os seis meses mais longos de sua vida!

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