Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

18 setembro 2006

Eles comem tudo!


Trabalhar para o boneco!

Andaram uns bacanos a fazer contas de cabeça e chegaram à conclusão de que, desde que começou o ano, a malta só tem estado a trabalhar para o Estado! O guito que um gajo arranjou desde Janeiro foi todo para os impostos! O IRS, o IVA e o IRC chuparam-nos a massa toda! Quando um gajo pára e pensa nisto, até os pêlos das pernas se levantam! Este tempo todo a vergar a mola para o boneco... Quer dizer, todo não! Mas ia, se eu passasse factura pelos biscates de canalizador que ando a fazer ou se a minha Maria não sacasse umas coroas com os collants que vende lá no emprego! Dessas, o nosso primeiro não leva nem um euro! Vão roubar para a estrada! [é o que já andam a fazer...]
bem, a gente teve uns feriaditos, este ano, mas isso não dá para compensar o resto. E foi só em 2006, porque, no ano passado, não houve coisa que se visse!

in NM, Vasco Prazeres


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2 Comments:

At 18 setembro, 2006 13:38, Anonymous Ludovicus Rex said...

Pois é isto vai de mal a pior.
Mas ainda está pior quando há malta com cursos e pósgraduações a trabalhar de biscateiros sem futuro...
Um Futuro incerto e bem incerto...
Estamos fartos disto, eu encontro-me nesta situação...
Tou farto!
Boa Semana

 
At 18 setembro, 2006 23:28, Blogger MGomes said...

Esta imagem do trabalhador ter que recorrer ao biscate para arranjar mais algum, sem ter que pagar impostos, faz-me pensar naquela ideia defendida por muito boa gente, de que a nossa economia é contabilizada numa percentagem de 40%, ou mais , como a sua parte invisível ou subterrânea, ou seja, quela que não é sujeita a impostos nem entra para apuramento de estatisticas e análises socio-económicas.
Só que a causa deste problema está longe de ser o simples biscate. O que contribui para que este país esteja nesta situação de défice sem solução à vista, da previdência estar (dizem eles) com os dias contados e de os impostos serem cada vez mais insuficientes para as despesas do Estado, são manifestamente, sa grandes empresas. Elas não cumprem com as suas obrigações tribútárias porque estão sempre em crise e podem fechar portas a qualquer momento, elas omitem os seus verdadeiros rendimentos e estão sediadas em paraísos fiscais, e por isto elas acabam por ser as reais culpadas de muitos trabalhadores portugueses terem de recorrer ao biscate para fazerem face à vida, porque do que se ganha e depois de retirarmos o pagamento das nossas obrigações e dos outros, pouco resta para sustentar a vida dificil em que todos nós vivemos.
Um Abraço

 

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