22 Setembro 2007
19 Setembro 2007
Fernando Tordo
HOW
doYOU
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Sou de outras coisas
pertenço ao tempo que há-de vir sem ser futuro
e sou amante da profunda liberdade
sou parte inteira de uma vida vagabunda
sou evadido da tristeza e da ansiedade
Sou doutras coisas
fiz o meu barco com guitarras e com folhas
e com o vento fiz a vela que me leva
sou pescador de coisas belas, de emoções
sou a maré que sempre sobe e não sossega
Sou das pessoas que me querem e que eu amo
vivo com elas por saber quanto lhes quero
a minha casa é uma ilha é uma pedra
que me entregaram num abraço tão sincero
Sou doutras coisas
sou de pensar que a grandeza está no homem
porque é o homem o mais lindo continente
tanto me faz que a terra seja longa ou curta
tranco-me aqui por ser humano e por ser gente
Sou doutras coisas
sou de entender a dor alheia que é a minha
sou de quem parte com a mágoa de quem fica
mas também sou de querer sonhar o novo dia
Fernando Tordo
Etiquetas: Música
17 Setembro 2007
Diálogo intelectual
- Tás a ver aquela foto do Einstein? Aquela muito famosa?
- Não, não tou a ver nada disso.
- Caramba. Aquela em que ele está com a língua de fora. Não sabes qual é?
- Sim sim, agora tou a ver.
- Faz-me confusão.
- Tu já és confundido por natureza.
- Então um gajo descobre uma cena tão bacana como a Teoria da Relatividade e depois presta-se a figuras daquelas? Deixar-se fotografar com a língua de fora!
- Não me digas que nunca deitaste a língua de fora na tua vida. Quando a Cristina passa à tua frente a tua língua parece uma escada rolante, pá, não me lixes.
- Mas eu sou diferente. Não sou um dos maiores físicos de todos os tempos. Um dos gajos mais inteligentes do Universo e essas coisas todas.
- Há sempre uma explicação para tudo. Se não existisse uma explicação para tudo o gajo nem sequer tinha descoberto nada e já não era esse ganda cromo que tu dizes que ele é. Portanto também deve haver uma explicação para essa foto.
- Ele devia dar-se ao respeito.
- Olha lá: é só pensares um bocadinho e fazeres umas reflexões. O gajo descobriu uma merda qualquer, uma teoria relativa à gravidade, é isso?
- Teoria da Relatividade. Foda-se, és mesmo ignorante.
- Ó caralho! Se és assim tão espertinho explica-me lá essa merda da Relatividade.
- A teoria é simples: quanto mais depressa andares, mais devagar o tempo passa. Por exemplo, se viajares à velocidade da luz em direcção a uma estrela que está a 4 anos/luz de distância, o tempo da tua viagem para um gajo que tá parado na Terra é de 4 anos. Mas para os gajos que estão dentro da nave só passaram para aí uns dez meses, tás a ver? O tempo é relativo, não é uma coisa absoluta.
- Foda-se então tá bem, isso assim faz sentido! Se não fosses tão burro já tinhas percebido.
- Tu nem sequer sabias o que é a Teoria da Relatividade e chamas-me burro a mim?
- Mete-te na pele do gajo. Tens uma teoria. Certo? Tens uma teoria na cabeça e queres demonstrá-la. A tua teoria diz que se te deslocares mais depressa o tempo corre mais devagar. Esse gajo, o Einstein, deve ter dado uma ganda corrida pra tentar demonstrar a teoria. Se calhar enquanto tentava apanhar o comboio ou uma merda assim. Mas um homem da idade dele, nem era um grande desportista, deve ter ficado com os bofos de fora. Portanto aquela foto captura um momento importante para a posteridade: o momento em que o gajo demonstrou a teoria dele!
- Tás parvo? Então se um gajo correr muito fica assim com a língua de fora? Mas o gajo é um homem ou um cão?
- Não me digas que quando vais a correr pra apanhar o comboio não ficas com a língua de fora por causa da falta de ar?
- Isso és tu, fumas que nem uma besta. Eu não.
- Sabes lá se o Einstein não fumava. Já vi uma foto dele a cachimbar.
- Tá bem mas a tua explicação é estúpida, ninguém fica com a língua de fora depois de correr. E se essa merda fosse verdade apanhava sempre o comboio! Porque é que às vezes eu perco o comboio?
- Sei lá, o especialista na Teoria da Relatividade és tu.
- Só se essa merda funciona com estrelas e naves espaciais mas não funciona com comboios.
- Cenas do Estado já se sabe que nunca funcionam bem. Tou é a ficar com uma sede do caraças. Se o Einstein tivesse bebido uma bjeca depois da Teoria da Relatividade já não tinha ficado assim na fotografia. Se calhar tava era com sede.
- Eh pá mesmo assim… Não está certo, é uma coisa indigna. Mais valia outra coisa do género: o gajo descobria a cena, mamava uma bjeca e comia uns tremoços pra comemorar, dava um arroto, um murro na mesa e anunciava: “E=mc2, caralho!” Agora aquela foto, francamente…
- Caga nisso. Também não vale a pena estar pra aqui a falar de coisas que nos ultrapassam.
Etiquetas: Bitaites
15 Setembro 2007
12 Setembro 2007
Diálogo no dentista
Dentista - Se doer muito, avise-me. Está a doer, agora?
Paciente - Ahahn!?
Dentista - Isto não dói nada. ?
Paciente pensando - ( pois, pois... a ti não deve doer )
Dentista - Não custa mesmo nada!
Paciente pensando - (será que te estás a referir ao preço da consulta?)
Dentista - Aqui dói?
Paciente - Ahn!
Dentista - Hoje está de chuva.
Paciente pensando - (será que reparaste que com a boca aberta não consigo conversar?)
Dentista - Tem chovido muito ultimamente.
Paciente pensando - (qual será o código para eu dizer que me está a doer? Ele não distingue entre ahn e ahahn. )
Dentista - Prevêem chuva para o resto da semana.
Paciente pensando - ( aaaaaaaaaaaiiii! E se te concentrasses no teu trabalho e te deixasses de conversas de circunstância? )
Dentista - Mudando de assunto...o que acha da actual conjuntura nacional?
Paciente - ahn aahn muhan chaamum ahaam
Dentista - Sim, eu também acho.
Paciente pensando - (também achas o quê? Isto é um monólogo e ele finge que percebe o que eu digo?)
Dentista - Aliás, isso tem-se reflectido na actual situação económica do Bahrein.
Paciente - Vhahi phro cahahlho!
Dentista - Claro, o trabalho é muito importante.
Paciente pensando - (trabalho?! Ainda bem que é surdo.)
Dentista - Agora vai doer só um bocadinho...
Paciente - aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Etiquetas: Anedotas
10 Setembro 2007
Euro ou escudo?
Seis em cada dez portugueses preferiam voltar a ter o escudo como moeda, segundo uma sondagem divulgada pelo grupo de reflexão britânico Open Europe.
O inquérito do instituto TNS feito para o Open Europe revela que 60 por cento dos portugueses preferiam voltar a usar o escudo. Entre os países europeus que aderiram à moeda única, com 70 por cento dos inquiridos a querer voltar a usar o dracma.
Em Portugal, apenas 31 por cento dos inquiridos estão satisfeitos com o euro. Isto significa que a insatisfação dos portugueses está acima da média dos 13 países que é de 49 por cento.
Os europeus mais satisfeitos são os irlandeses (77 por cento), seguindo-se os eslovenos, país que aderiu em Janeiro à moeda única, o Luxemburgo e a Finlândia (todos com 59 por cento).
O euro foi lançado oficialmente em 1999, no cumprimento da terceira fase da União Económica e Monetária, e entrou em circulação em 2002.
Treze países substituíram a moeda nacional pelo euro: Portugal, Grécia, Alemanha, Espanha, Holanda, Áustria, Itália, Bélgica, França, Finlândia, Luxemburgo, Irlanda e Eslovénia.
Etiquetas: Política
07 Setembro 2007
03 Setembro 2007
A etapa queimada

No interessante "fresco" que António Barreto pintou sobre nós e que foi apresentado na RTP1, o investigador proferiu uma frase que me deixou em baixo: disse qualquer coisa como "a maioria dos portugueses nasceu depois da década de sessenta". Não tendo qualquer motivo para duvidar da afirmação, restou-me engolir em seco e aceitar o veredicto: faço parte já da minoria dos mais velhos! Contra factos não há argumentos... Não dá para deprimir, mas não deixa de constituir um lembrete para quem como eu tem andado distraído acerca do assunto...
O que verdadeiramente dá que pensar é a particularidade de a minha geração, ao contrário do que sempre acontecera até aí, não ter tido o direito a viver, para o bem e para o mal, a condição de "pessoa madura". Passámos de jovens a velhos... O próprio documento de António Barreto dá indirectamente conta do fenómeno, ao acentuar tão bem as acelerações bruscas que o tempo sofreu em alguns momentos das últimas décadas neste país. E se realço "neste país" tal deve-se ao facto de que, como alguém já afirmou, existe uma geografia do tempo: em boa verdade, a história não corre à mesma velocidade em todos os pontos do planeta: se todos os dias fosse emitido um boletim da metereologia social, dar-se-ia conta do facto com a maior das facilidades.
Aquilo que no resto da Europa foi acontecendo no decurso de décadas após a Guerra, sucedeu em Portugal em meia dúzia de anos. Após a aceleração de Abril aqueles da minha idade que tinham vivido a infância e a adolescência a um ritmo fouxo, foram obrigados subitamente a acelerar a passada para essa coisa a que se chama "idade adulta". Paradoxalmente, quem já era "adulto" não aceitou que adquiríssemos esse estatuto com tanta brevidade, como sempre sucede aliás em todas as gerações: reza a tradição que para esse efeito o que conta é o que está escrito no Bilhete de Identidade... Quando finalmente tudo parecia conjugar-se para que fôssemos integrados na comunidade daqueles cuja voz é ouvida como sendo da ponderação, levámos nova sacudidela, dada agora pelas novas tecnologias, pela globalização e pelo endeusamento da novidade. Vai daí, antes de tempo, fomos sendo passados para a categoria dos fora do prazo, dos precocemente envelhecidos. Resultado: não nos é dado tempo para estarmos na "meia idade".
Cá por mim, recuso-me! Bem sei que sou anterior ao aparecimento da televisão em Portugal, que me lembro da chegada à Lua; é um facto que ouvi pela primeira vez o She Loves You, dos Beatles, ainda antes da puberdade e que pelos microfones da Emissora Nacional fui informado de que Salazar tinha um diferendo com a cadeira (Nota: já nessa altura os primeiros-ministros tinham problemas com algumas cadeiras...).
Mas isso não faz de mim um velho! Ainda não mereço tal estatuto! Ou faz? Pelo menos pertenço à tal minoria... Snif!
Etiquetas: Sociedade
01 Setembro 2007
Anedotas
Dois anões resolvem divertir-se e vão para um bordel. Depois de algumas bebidas, sobem para os quartos. Mesmo estando animadinho, um dos anões não consegue ter uma erecção e fica ainda mais desapontado quando ouve o seu amigo no quarto ao lado:
- Um, dois, três e... já! Um, dois, três e... já! Um, dois, três e... já!
Passada a hora do programa, os anões encontram-se para se irem embora...
- Bolas! Foi um fiasco! Por mais que me esforçasse, não consegui ter nenhuma erecção!
- Erecção? E eu que nem consegui subir para a cama!
Dois ladrões, depois de assaltarem um banco, fogem de um polícia e metem-se num beco sem saída. Um esconde-se num bidão vazio e o outro mete-se dentro de um saco grande. O polícia desconfiado bate com o cacetete no bidão para ver se ouvia eco... e ouve: "BIDANG!". Continua e bate no saco ouvindo: "SACONG!".
Um francês, um inglês, um alemão e um português, decidem desafiar-se num concurso de mergulho. Ganhava aquele que conseguisse mergulhar no recipiente mais pequeno, ao fim de uma queda de 20 metros. Vai o francês e põe o pé no fundo duma banheira com água, sobe os 20 metros, atira-se e mergulha com suavidade. As pessoas aplaudiam e o inglês já punha uma bacia cheia cá em baixo. Entretanto, o português já dava voltas à cabeça para arranjar algo para mergulhar que fosse mais pequeno do que o dos seus adversários. O inglês atira-se e também mergulha em cheio na bacia. Segue-se o alemão que põe um copo cheio de água, o que faz criar muita expectativa. O português ria-se convencido que o seu colega ia desta para melhor, quando o alemão salta, efectua uma pirueta no ar e cai em cheio dentro do copo, para admiração do público. Pior ficou o português porque a seguir era a sua vez e ele não tinha ideia nenhuma daquilo que havia de pôr no chão. Mas, de repente lembra-se de algo. Então pega numa toalha, molha-a com água e estende-a no chão. Os seus adversários ficaram de boca aberta. Entretanto, ele sobe os 20 metros e atira-se. Ao "aterrar" espatifa-se todo no solo, são braços para um lado, são pernas para outro, e fica tudo cheio de sangue, mas ele, enraivecido, levanta a cabeça e diz:
- Se descubro quem foi o ediota que me torceu a toalha...

Etiquetas: Anedotas




















